2ª edição do RevitaLiba espera reunir mais de 400 voluntários neste sábado

Pás e vassouras entrarão em cena novamenmte neste sábado (15) no bairro da Liberdade para a segunda edição do RevitaLiba – projeto de revitalização e limpeza do bairro da Liberdade. Uma iniciativa da JCI Brasil-Japão em parceria com o Consulado Geral do Japão em São Paulo e Prefeitura com apoio da Abjica-SP (Associação de Ex-Bolsistas da Jica), Asebex (Associação Brasileira de Ex-Bolsistas no Japão), Interkaikans, Abeuni (Aliança Beneficente Universitária de São Paulo), Seinen Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Rotary Club Liberdade, Federação Paulista de Kendô, Lions Club, JCI São Paulo, JCI Brasil-China, FEI, FEI Júnior e Fecap, o mutirão deve reunir entre 450 e 500 voluntários.

Na primeira edição, em 2017, cônsul Yasushi Noguchi e o deputado Walter Ihoshi também participaram (Arquivo/Aldo Shiguti)
Na primeira edição, em 2017, cônsul Yasushi Noguchi e o deputado Walter Ihoshi também participaram (Arquivo/Aldo Shiguti)

No ano passado, o evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre eles o cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi – que havia acabado de desembarcar em São Paulo – os empresários Hirofumi Ikesaki e Chieko Aoki, o subprefeito da Sé, Eduardo Odloak, e o deputado federal Walter Ihoshi (PSD-SP), entre outros.
Este ano, a ação deve começar por volta das 7h30 – com término previsto para as 10h30 – e incluem varrição, remoção de entulhos, raspagem de lambe-lambe e trabalho de conscientização de lojistas e moradores. Para isso, os participantes serão divididos em 10 grupos – sendo 8 encarregados pela zeladoria e dois pelo trabalho de conscientização.

Ikesaki, cônsul, Márcia Nakano, Walter Ihoshi e Eduardo Odloak (Arquivo/Aldo Shiguti)
Ikesaki, cônsul, Márcia Nakano, Walter Ihoshi e Eduardo Odloak (Arquivo/Aldo Shiguti)

Segundo o coordenador geral e vice-presidente Executivo da JCI Brasil-Japão, Vitor Cesar Nakamura, a edição deste ano coincidirá com o movimento global de limpeza World Clean Up Day, que mobilizará mais de 150 países e milhares de voluntários do mundo todo simultaneamente. “Trata-se de um movimento que conta com apoio da ONU e cuja meta é mobilizar 5% da população total do planeta”, explica o coordenador, acrescentando que no Brasil a ação deve movimentar mais de 20 cidades.
De acordo com Nakamura, o foco do RevitaLiba deste ano será a Rua da Galvão Bueno e algumas ruas que a atravessam, como a Estudantes, Américo de Campos, Thomaz Gonzaga, Fagundes e São Joaquim, além do Jardim Oriental (próximo ao torii), a Praça Almeida Júniuor e o Largo da Pólvora – que recentemente foi revitalizada por meio de termo de cooperação entre a Prefeitura Regional da Sé, Fecap, JCI Brasil-Japão e Greenline.

A empresária Chieko Aoki também deu uma mãozinha (Arquivo/Aldo Shiguti)
A empresária Chieko Aoki também deu uma mãozinha (Arquivo/Aldo Shiguti)

Conscientização – Segundo o coordenador, a Praça da Liberdade-Japão não fará parte do mutirão porque nos finais de semana o local recebe a tradicional Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Liberdade, popularmente conhecida por “Feirinha da Liberdade”. “Decidimos não alterar a rotina dos expositores”, conta Nakamura, destacando que o RevitaLiba surgiu às vésperas das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa por iniciativa do então cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae, com o objetivo de “mostrar a força dos jovens” e, ao mesmo tempo, conscientizar moradores e lojistas para a importância da revitalização e conservação do bairro da Liberdade, um dos principais cartões postais da cidade e que atrai turistas não só do Brasil como também do Exterior.

No ano passado, ação reuniu cerca de 400 voluntários (Arquivo/Aldo Shiguti)
No ano passado, ação reuniu cerca de 400 voluntários (Arquivo/Aldo Shiguti)

Oosouji – “Foi, na verdade, uma junção de fatores porque coincidiu também com o interesse da Prefeitura de fazer com que cada comunidade de imigrantes ficasse responsável por uma região de São Paulo”, lembra Nakamura, acrescentando que a ação foi idealizada a partir do costume japonês do oosouji (que pode ser traduzido como ‘’a grande limpeza’’ feita antes do final do ano). A prática, que nasceu durante a Era Edo, quando o castelo do imperador Edo era limpo em dezembro e começou-se a pensar que a limpeza seria um ato de purificação, para receber o Deus do ano novo, é realizada até hoje no Japão em residências, escritórios, fábricas e escolas. “A ideia principal, além de mostrar o protagonismo dos jovens, é transmitir os valores da cultura japonesa”, explica ele, acrescentando que este ano o patrocínio master é da Mitsubishi Electric Brasil.
Os primeiros 500 voluntários que chegarem ganharão camisetas comemorativas à ação.

História – Palco de alguns dos principais eventos da comunidade nipo-brasileira – como o Hanamatsuri (Festival das Flores), Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas), Toyo Matsuri (Festival Oriental) e o Moti Tysuki Matsuri (Festival do Bolinho da Prosperidade), o bairro da Liberdade foi fundado em 1905 e atualmente abriga as comunidades orientais da cidade de São Paulo – principalmente a japonesa, a coreana e a chinesa – que desenvolvem atividades comerciais por meio de suas lojas de produtos orientais, restaurantes de comidas típicas, arquitetura, escritórios, comércio de produtos alimentícios, cosméticos etc. A caracterização do bairro da Liberdade como um bairro oriental iniciou-se em 1912 com a chegada dos imigrantes japoneses, que passaram a habitar a região e logo estabeleceram hospedarias, hotéis, empórios, produção artesanal de tofu e manju, que influenciou sobremaneira a arquitetura, o comércio e os costumes locais, que perduram até os dias de hoje.
Com o tempo, outras imigrantes asiáticos juntaram-se aos japoneses para transformar o bairro em um local único, onde todos essas diferentes culturas convivem em plena harmonia. De imediato, o torii (grande portal) impressiona com o seu tamanho; os jardins, repletos de bonsais, encantam pela sua beleza, e as delicadas lanternas suspensas anunciam aos turistas e visitantes a sua chegada ao tão famoso bairro da Liberdade.

Liberdade-Japão – Em 18 de julho deste ano, o prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou projeto de autoria dos vereadores George Hato (MDB), Milton Leite (DEM), OTA (PSB) e Rodrigo Goulart (PSD), alterando a denominação de Praça da Liberdade para Praça da Liberdade – Japão. Para completar, no dia 25 do mesmo mês, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), assinou decreto alterando também a estação Liberdade, da Linha 1 – Azul, para “Japão-Liberdade”.
(Aldo Shiguti)

2º RevitaLiba – Projeto de REvitalização e Limpeza do Bairro da Liberdade
Quando: Dia 15 de setembro (sábado), das 7h30m às 10h30
Onde: Rua Galvão Bueno

FONTE : JORNAL NIPPAK 

    

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