Adeus à era dos combustíveis fósseis

Hoje é o Dia Nacional do Petróleo, data que marca a criação da Petrobrás em 1953 pelo então presidente Getúlio Vargas. Aproveitando a ocasião, estamos aqui para falar porque precisamos, a partir de uma transição responsável, começar a abandonar essa fonte de energia suja e pensar no futuro do planeta.

É inegável que o petróleo foi a fonte de energia mais importante durante todo o século XX. Sua descoberta, em 1859, proporcionou inúmeros avanços tecnológicos e foi responsável pelo desenvolvimento, por exemplo, de uma revolução em nossos meios de locomoção.

Dito isso, a era dos combustíveis fósseis tem que acabar!

Os combustíveis fósseis, como o petróleo, carvão e gás natural são fontes de energia que vão se esgotar no planeta. Além disso, sua extração causa sérios impactos: desde a emissão de gases poluentes, que aceleram o aquecimento global e afetam a saúde das pessoas nos centros urbanos em função da péssima qualidade do ar, até o desequilíbrio da vida marinha – especialmente em áreas sensíveis onde a ganância pelo “ouro negro” leva empresas a ameaçar ecossistemas inteiros.

Dois exemplos desses perigos aos oceanos são o Ártico e a região da foz do rio Amazonas. Essa alteração também prejudica as milhões de pessoas ao redor do mundo que dependem das atividades costeiras e da pesca para sobreviver.

Isso sem falar no risco de vazamentos ou da explosão de plataformas instaladas nos mares. Desastres como esses já aconteceram em várias ocasiões em diferentes lugares do mundo e o estrago pode levar décadas para ser revertido, devastando a biodiversidade das áreas atingidas pelo óleo vazado.

Pássaro coberto de lama e petróleo em rio.

Pássaro coberto de lama e petróleo depois de um vazamento em Bangladesh. © Syed Zakir Hossain / Greenpeace

Por isso, ainda que o petróleo tenha tido uma importância histórica para o desenvolvimento de nosso modo de vida, precisamos investir em outras formas já conhecidas e viáveis de produção de energia: as fontes renováveis.

Como o próprio nome já diz, essas alternativas têm como matéria-prima recursos que não se esgotam – como o sol e o vento -, não poluem o planeta e abrem caminho para um novo salto tecnológico na nossa infraestrutura urbana.

Já possuímos conhecimento científico e ferramentas tecnológicas para realizar uma transição energética e abandonar o petróleo, o carvão e outros combustíveis fósseis. Os caminhos para as fontes renováveis são mais do que possíveis, e nós já mostramos como podemos chegar lá no relatório [R]Evolução Energética.

Mais do que uma escolha, essa é uma necessidade para o planeta. Não apenas para que a humanidade possa manter os avanços tecnológicos que atingimos, mas também para evitar a catástrofe do aquecimento global que, se não for levada a sério pode inundar regiões inteiras, levar à extinção de inúmeras espécies e afetar significativamente a vida na Terra com o aumento das temperaturas.

Enquanto alguns vão comemorar o Dia do Petróleo, nós lembramos aqui algumasações históricas do Greenpeace ao redor do mundo para chamar atenção para uma nova consciência na produção de energia. Somente essa nova consciência fará as pessoas cobrarem seus governantes e poderosas empresas por uma transição energética urgente, justa e responsável.

2018 – Sujamos chafarizes na França para mostrar para a Total que não vamos aceitar a exploração de petróleo nos recém-descobertos Corais da Amazônia:

Ativista segura banner escrito "A Total insiste. A gente resiste"

Ativistas sujaram os chafarizes com tinta removível para salvar os Corais da Amazônia da ganância da Total. © Greenpeace

2017 – Denunciamos as concessões do governo norueguês para exploração de petróleo no Ártico:

Ativistas instalaram um globo em frente à plataforma e exibiram a mensagem: “Priorizem as pessoas acima do petróleo do Ártico”. © Nick Cobbing / Greenpeace

2015 – A campanha global contra a exploração de petróleo no Ártico travou a saída da plataforma Polar Pioneer com centenas de caiaques no porto de Seattle:

Caiaques bloqueiam saída de plataforma marítima da Shell.

Cerca de 500 caiaques bloquearam a saída da plataforma Polar Pioneer do porto de Seattle no dia 16 de maio de 2015. © N. Scott Trimble / Greenpeace

1995 – Impedimos a Shell de despejar uma plataforma inteira que seria desativada no Mar do Norte:

Ação na plataforma Brent Spar, no Mar do Norte.
FONTE : GREENPEACE  BRASIL
   

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