Alma lavada

Que o sofrimento não seja em vão! Demorou pra engrenar. Quando tudo parecia que o fim seria o empate, os homens de frente da seleção brasileira, finalmente, apareceram. No primeiro gol, Firmino e Philipe Coutinho. O alívio total veio com o segundo, desta vez com Douglas Costa e Neymar. A seleção vence, lava a alma do torcedor, mas ainda parece estar devendo. Sem euforia; melhor assim.

Na véspera, o torcedor zoou os argentinos e, para espanto, o time de Tite encontrava as mesmas dificuldades de los hermanos. Que Neymar não está 100% recuperado já sabíamos, mas que estava impossibilitado de arriscar, driblar ou partir pra “dentro” dos zagueiros, nem desconfiávamos. Até o chute do Camisa 10 não sai com a mesma força e veneno de outrora.

Assim, os coadjuvantes precisaram se mostrar para o mundo. A seleção dominou o segundo tempo, pressionando o ótimo Navas. Philipe Coutinho, o mais lúcido, passou a se destacar. O Brasil rondava a área costariquenha e o gol amadurecia. Nossa zaga não foi incomodada o jogo inteiro.

Quando o empate e a desilusão pareciam irremediáveis veio o gol de Coutinho, que desafogou o time e o torcedor. A pressão sobre a “amarelinha” é tanta que a euforia tomou conta do estádio em São Petesburgo. A comemoração de Tite será replicada em todo o planeta. Atropelado literalmente, mas com altivez recuperada. A primeira vitória na Copa não será esquecida. Os jogadores se doaram, mantiveram a estratégia definida pelo treinador e mereceram a recompensa. Nós, também!

A última imagem que ficou foi Neymar chorando. Esperamos que seja a última vez. Sem mi-mi-mi, por favor! O povo já cansou disso. A foto é do Rodolfo Buhrer, craque de Curitiba.

 

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