Bolsonaro cobra agilidade na reforma da Previdência e Maia promete mais uma vez instalar CCJ

Ao fim da semana em que provocou uma crise com postagens críticas ao Carnaval no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro voltou a tratar do que diz ser o tema mais caro a sua gestão: a reforma da Previdência. E afirmou nesta sexta-feira (8) que o texto já entregue ao Congresso “não pode levar um ano” para ser votado. “O Brasil é um país que, se continuar sem reformas, a tendência nossa, realmente, é chegar à beira do caos e não queremos isso”. Minutos depois, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu mais uma vez instalar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, primeiro lugar por onde a proposta de emenda à Constituição da Previdência passará ao começar a tramitar.

As declarações foram feitas após uma cerimônia no Palácio do Planalto em que recebeu credenciais de seis novos embaixadores que vão representar seus países no Brasil. No dia 20 de fevereiro, ele entregou pessoalmente a PEC da reforma da Previdência,a Rodrigo Maia e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Houve reação imediata, não apenas dos parlamentares, como de governadores, a diversos pontos do texto. “Sabemos, em algum aspecto, que é uma medida amarga, mas é uma resposta que temos que dar de uma política sem muita responsabilidade que foi feita nos últimos anos. Tem que dar um freio de arrumação agora. Até os militares vão entrar com a sua cota de sacrifício nessa reforma”, disse o presidente.

Cobranças de aliados

As postagens de Bolsonaro entre a noite de terça (5) e a manhã de quarta (6) de teor pornográfico geraram não apenas críticas como preocupação por parte de aliados, que cobraram do presidente uma participação e uso das redes sociais, sua principal ferramenta de comunicação, para defender a reforma da Previdência. Na quinta (7), ele postou um vídeo em que pediu apoio à PEC e disse que o projeto segue os padrões mundiais, combate privilégios e incluirá todos, até os militares.

Segundo disse o presidente nessa sexta, o governo tem apelado ao “espírito patriótico” dos parlamentares. “Estamos fazendo política de maneira diferente, da forma como vinha sendo feita não poderia dar certo. Nós estamos buscando os parlamentares, apelando para o espírito patriótico deles”.

FONTE : CONGRESSO EM FOCO (UOL)

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