Câmara volta de recesso na segunda (5) e retoma trabalho das CPIs

Vereadores da Câmara Municipal de Pompeia deram início aos trabalhos legislativos deste ano com a aprovação de dois requerimentos que solicitavam a instauração de CPIs sobre possíveis irregularidades praticadas pela administração do ex-prefeito Oscar Yasuda. Os alvos das CPIs são suspeitas de fraude em licitação para a aquisição de cadeiras longarinas para o anfiteatro e gastos excessivos, com indícios de superfaturamento, em contratação de serviços de dedetização. Com o retorno dos vereadores após o recesso, o trabalho das CPIs também será retomado.
Levantamento realizado pelos vereadores identificou que o ex-prefeito Oscar Yasuda gastou R$ 4.750,00 com a dedetização do prédio da Cozinha Piloto em 2016, mediante a contratação da empresa THIAGO DONEGA – ME. O custo da dedetização chegou a quase R$ 20,00 por metro quadrado, muito mais do que o custo médio observado no mercado, que é de cerca de R$ 1,00 por metro quadrado. Em 2017, o governo Tina Januário investiu menos de R$ 400,00 na dedetização completa da Cozinha Piloto, menos de 10% do valor gasto pela antiga administração. Parlamentares estranharam os gastos excessivos com serviços de dedetização e desratização registrados em 2016 e protocolaram o pedido de abertura da CPI.
A chamada “CPI da dedetização” é integrada pelos vereadores Rodolfo Marino, José Pereira da Silva Filho, Carlos Rogério, Adriana Borrasca e Waldemar Merêncio da Silva. A presidente da comissão é a vereadora Adriana Borrasca e a relatoria fica a cargo do vereador Rodolfo Marino. Segundo o relator Rodolfo Marino, no primeiro semestre foi realizada a juntada de documentos e no segundo semestre serão ouvidos os interessados para que o caso seja esclarecido da melhor forma possível. “Temos muito para estudar, analisar, e com certeza os depoimentos do ex-prefeito Yasuda e de outras pessoas ligadas à sua administração serão esclarecedores. Os indícios de superfaturamento são fortes”, afirmou.
CPI das longarinas
Vereadores também pediram a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar suspeitas de fraude em licitação da gestão Yasuda para a aquisição de cadeiras longarinas para o anfiteatro. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já julgou irregulares despesas relativas à aquisição dessas cadeiras com o processo TC 5430/989/16.
Entretanto, analisando a licitação que originou a contratação, os vereadores detectaram indícios de irregularidades não apuradas pelo Tribunal de Contas, tais como erros de grafia da palavra “PREENSADO” constantes nas propostas das 3 empresas participantes, sediadas na mesma cidade e com relacionamento societário entre sócios, o que, por si só, segundo o documento protocolado na Câmara, pode indicar que a licitação foi processada com a única finalidade de dar aparência de legitimidade à contratação da empresa Mundo Mágico Comércio de Móveis e Brinquedos Ltda – ME.
A CPI das longarinas é formada pelos vereadores Marcio Rogério Caffer, Luiz Fernando Vidrich Pazin, Vanderlei Ribeiro, Adriana Borrasca e Waldemar Merêncio Da Silva. A presidência da Comissão ficou incumbida ao edil Luiz Fernando Vidrich Pazin sendo escolhido como relator o parlamentar Márcio R. Caffe, o “Café”. Segundo Café, vários depoimentos já foram colhidos e agora a CPI segue a etapa de transcrição dos testemunhos. “Há suspeita de fraude, então precisamos investigar esse possível direcionamento da licitação”, comentou.

FONTE : PORTAL NC

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