Como os passarinhos estão se tornando seres urbanos

Atire o primeiro grão de milho quem nunca deu comida aos passarinhos, seja num parque, numa praça ou no quintal de casa. Pois essa prática – muitas vezes condenada, principalmente no caso de pombos que podem se tornar vetores de doenças –, de acordo com cientistas, é um fator preponderante para que as aves estejam se tornando cada vez mais animais urbanos.

Faz todo o sentido. Enquanto no meio rural a alimentação de muitos passarinhos é cada vez mais nociva a eles – por conta dos agrotóxicos aplicados às plantações – e o desmatamento deixa o ambiente inóspito para descansos e o próprio processo de construção de ninhos, as cidades são convidativas: comida farta – cortesia dos humanos – e áreas verdes como parques e praças, geralmente bem-providas de árvores.

Este cenário é apresentado em estudo recém-publicado pelo periódico especializado The Condor: Ornithological Applications. Cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign refizeram um levantamento realizado inicialmente entre 1906 e 1909 para compreender as mudanças de habitat das aves do Estado americano de Illinois.

Com base em modelos matemáticos, concluíram que a ocupação territorial dos pássaros mudou – e muito. E, apostam os cientistas, essa amostragem pode ser replicada em qualquer lugar urbanizado do mundo com um enorme grau de semelhança.

Pássaros encontram ampla oferta de comida nas grandes cidades (Foto: MARIANA VEIGA)Pássaros encontram ampla oferta de comida nas grandes cidades (Foto: MARIANA VEIGA)

Pássaros encontram ampla oferta de comida nas grandes cidades (Foto: MARIANA VEIGA)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *