Fase de grupos foi divertida

A Copa vai começar de verdade. Não que a fase de grupos tenha sido descartável, ao contrário, foi bem divertida. As torcidas dos países de menores expressão no futebol deram um colorido especial. É que a fase eliminatória, ou como dizemos mata-mata, é mais empolgante e reúne as seleções mais ranqueadas.

Taticamente tivemos poucas novidades. Hoje em dia, parece que todos os times sabem o que fazer com a bola. O diferencial fica por conta da imposição em campo (como Uruguai e Argentina), do maior número de jogadores decisivos em forma (Croácia, Brasil e Portugal de um Ronaldo só) e da obediência tática (Bélgica, Suiça e  Russia).

Fora a surpresa da eliminação da Alemanha, o grupo H foi o trouxe novidades. Polônia, de Lewandovski, foi a decepção. Senegal foi bem, mas fraquejou no final, deixando os africanos sem representante daqui pra frente. Colômbia garantiu sua vaga no jogo aéreo de Mina e Japão surpreendeu. Tudo bem, classificou-se por ter menos cartões amarelos. Pelo menos para alguma coisa a disciplina japonesa serviu.

Antes da Copa, a Alemanha guardou bem um segredo mundial: a fragilidade do seu time. Enquanto todos imaginavam uma campeã forte e impositiva, nos apareceu um time cansado, sem ideias. Levou pra Russia só a faixa de campeão. O futebol vencedor foi perdido entre 2014 e os dias de hoje. Somente eles próprios perceberam.

Os confrontos do “lado esquerdo” da tabela ficaram mais imprevisíveis. Justamente, o lado da nossa seleção. Uruguai x Portugal e França x Argentina fazem os duelos mais equilibrados. Brasil e Bélgica, em princípio, tiveram mais sorte. O que não quer dizer que já passaram. É Copa do Mundo baby.

Do outro lado, pelo futebol, a Croácia está um degrau à frente. Estão entre os favoritos. A Espanha precisa jogar mais e Colômbia x Inglaterra fazem um jogo interessante. Dos outros, pouco se espera. Teremos partidas emocionantes e, até, despedidas inesperadas. Ao Brasil, cabe se impor frente aos mexicanos e, provavelmente, medir forças com a comentada Bélgica. Mas, aí, já é outra história.

Imagens: Folha de São Paulo; Veja

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