FINAL INESPERADA

Caso conheça algum torcedor que tenha apostado no bolão da Copa da Russia que a final seria entre França e Croácia, antes do início da competição, é lógico… pode pedir os números da próxima megasena pra ele. Seu dinheiro está garantido.

Um confronto destes finalizando a Copa seria completamente inesperado. Mas os deuses do futebol gostam de aplicar peças. Assim, os franceses de Mbapee e Pogba duelam com os croatas de Lucas Modric e Rakitic, deixando de lado muitas seleções favoritas com inveja.

Pode-se argumentar que a Croácia caiu no lado menos forte da tabela da competição. O outro estava cheio de candidatíssimos, como Brasil, Argentina, Bélgica e Uruguai. Por sua vez, as temidas Alemanha e Espanha  e a tão propalada Inglaterra ficaram pelo caminho.

Se as duas finalistas mereceram? Claro que sim. A Copa do Mundo é um torneio rápido e que não admite vacilos ou prepotências. Há que se confirmar o favoritismo dentro de campo, coisa que muitos não fizeram. Por seu lado, a França confirmou. Já os croatas foram buscando esta condição ao longo dos jogos e prorrogações.

Les bleus parecem mais encorpados. O time joga sério e mostrou uma confiança nunca vista, apesar de serem franceses – um povo considerado indiferente, que não se deixa levar pelas emoções. Traz o menino Mbapee como sua principal arma. O companheiro de Neymar foi um dos únicos anunciados como apostas que explodiu na Copa. Se irá fechar sua trajetória com o título máximo no domingo, saberemos.

Os croatas se mostraram gigantes. Com o pequenino Modric comandando as ações o time da camisa “de toalha de mesa de cantina italiana” nunca perdeu a concentração e sempre acreditou na sua força, tanto técnica quanto mental. Chega à final com o físico em frangalhos pelas sucessivas disputas de prorrogações. É o azarão da disputa.

A final é inesperada, mas o título estará em boas mãos.

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