Foi intenso, foi

O México assustou no começo do jogo. Atacou a seleção brasileira, criando reais chances de arremate ao gol de Allyson. Fagner era envolvido até com certa facilidade. As jogadas do ataque azteca começavam e terminavam pelo seu lado. Sempre tinha um pé ou um corpo verde-amarelo para evitar que a bola chegasse ao gol.

Foram pelo menos, 20 minutos assim. A partir daí o Brasil passou a “agredir” mais. Neymar fez linda jogada pela esquerda, e criou boas oportunidades, mas Ochoa firmou um pacto de sempre fechar o gol contra ele. O primeiro tempo terminou com o jogo igual, Fagner sobrecarregado e Philipe Coutinho abaixo do esperado. William era inconstante, mas dos seus pés as jogadas começaram a aparecer.

Na volta do intervalo, Paulinho passou a ajudar Fagner pela direita. O Brasil esteve dominante. Neymar iniciou uma investida da esquerda para o meio, de calcanhar deixou para William, que infiltrou de surpresa e cruzou para o camisa 10 abrir a contagem. O alívio foi geral. Na Rússia, no Rio e na Arena Marília.

Osório avançou as linhas mexicanas e colocou Layun pra perseguir e tentar irritar Neymar. Nosso craque parece ter tomado maracujina. Levou pancada e não revidou.

Tite demorou para colocar Fernandinho em campo. Casemiro havia anulado com falta um contra-ataque e recebido seu segundo amarelo. O time ficou meio intranquilo, mas impediu que os mexicanos fustigassem a área.

Tite foi esperto. Evitando um confronto, trocou Neymar de posição, fazendo-o jogar de centroavante. Gabriel Jesus, sempre voluntarioso, fechava o setor esquerdo. Numa roubada de bola e passe de Fernandinho, Neymar foi até a cara de Ochoa, mas o goleiro venceu novamente. Menos mal que, Firmino, substituo de Coutinho, acompanhou a jogada e ampliou.

O dois a zero seria definitivo, visto que os mexicanos continuavam criando, mas não passavam da muralha brasileira antes de chegar em Allyson. A amarelinha segue em frente. Neymar (com o terceiro corte de cabelo) foi eleito o melhor, mas Thiago Silva e William o seguiram de perto.

Quando estiver esfriado a cabeça no hotel, Osório reconhecerá que falou bobagem. Neymar foi, de novo, caçado e o árbitro italiano, junto com o VAR, foram complacentes. O pisão de Layun merecia vermelho. O Brasil se consolida entre os candidatos ao título, após muitos favoritos terem ficado pelo caminho. Com as saídas de Cristiano Ronaldo e Messi, se a estrela de Neymar brilhar, o caminho para ganhar a bola de ouro está pavimentado.

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