Hexa adiado

O Brasil diz adeus à Copa da Rússia. Caiu de pé, pelo menos. A decepção entre os torcedores é grande, mas o conformismo está mais latente perante a “última” eliminação.

O jogo foi igual. O Brasil teve a oportunidade de abrir o marcador com Thiago Silva. A bola caprichosamente bateu na trave. No primeiro escanteio a favor da Bélgica, o gol contra de Fernandinho. Sair à frente era urgente e necessário. Os belgas foram mais felizes. Para eles, era só marcar bem e sair nos contra-ataques.

Para o Brasil, era manter a estratégia adotada por Tite e jogar o jogo. Trocar passes e fustigar a defensiva adversária. Um gol de empate poderia sair a qualquer momento recolocando as coisas no lugar. Uma situação perfeitamente controlável. Até o Atlético Marília, aqui da aguerrida várzea mariliense sabe que o jogo é jogado nos 90 minutos.

Para surpresa, o time de Tite se descontrolou. Levar gol de contra-ataque não estava nos planos de uma equipe bem organizada taticamente. Com dois a zero a missão não seria mais tão fácil.

Pra piorar, o time belga é muito bom. Sabe jogar, sabe marcar. No primeiro tempo, nossa criação terminava na muralha vermelha. Tite tentou apostar no que já deu certo, fazendo entra Firmino. Sem a estrela de Neymar brilhar, restou Coutinho encontrar seu jogo. Nem ele.

A entrada de Douglas Costa incendiou a partida. O Brasil melhorou, pressionou, mas faltava a finalização. Marcelo abandou a defesa e foi fazer par com Neymar.  Os belgas estavam em vantagem, mas acuados. Pena que o gol de Renato Augusto veio tarde demais.

Perderam boas chances, Gabriel Jesus, Firmino e Neymar. Renato desperdiçou a maior delas. O empate seria justo. Hazard e De Bruyne prendiam a bola com maestria, Lukaku dava trabalho a Miranda. Assim a Bélgica levou o jogo e a vaga. O grandalhão Courtois salvou a última bola chutada por Neymar.

Ao final, o reconhecimento de que a Bélgica mereceu mais. Fez jogos melhores que o Brasil na fase de grupos e tem um time robusto tática e tecnicamente. Pode conquistar o seu primeiro título e consagrar uma ótima geração de jogadores.

Quanto à geração brasileira fica o amargo de mais uma desclassificação. O hexa foi adiado. Não somos tão bons assim ou somos iguais a muitas seleções de peso. Manter Tite parece o óbvio. Ter paciência para aguentar mais quatro anos é o que pesa. A torcida não desanima. Vamos às eleições. É o que temos de mais importante.

 

 

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