Justiça espanhola processa 3 pessoas por atentados na Catalunha em 2017

Um juiz da Audiência Nacional da Espanha processou três pessoas pelos atentados de agosto de 2017 na Catalunha, os marroquinos Driss Oukabir, Mohammed Houli Chemlal e Said Ben Iazza, os dois primeiros como integrantes da célula jihadista que organizou o atentado e o terceiro como colaborador.

Em 17 de agosto do ano passado, 13 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em Barcelona em um atropelamento em massa, seguido por outro ataque na cidade litorânea de Cambrils, onde morreu outra pessoa.

A polícia abateu dias depois o autor do atropelamento de Barcelona, e quatro dos agressores de Cambrils morreram em fuga, enquanto um quinto ficou ferido.

Segundo o juiz, os três processados, junto com os outros supostos terroristas mortos, constituíram um grupo a partir de 2015 sob a direção espiritual do imã Abdelbaki Es Satty, que queria “realizar um ou vários atentados de grandes dimensões com o uso de artefatos explosivos.

O juiz atribui a Oukabir, cujo nome aparece como locatário da van usada no atentado de Barcelona, e a Houli Chemlal, ferido na explosão do chalé de Alcanar (Tarragona) onde foram organizados os ataques, crimes de integração em organização terrorista, tentativa de estragos e serviu como depósito de explosivos.

Todos os processados tinham planos de cometer atentados em locais emblemáticos de Barcelona, como Igreja da Sagrada Família.

Os membros desta célula eram todos jovens marroquinos residentes na cidade de Ripoll, no norte da Catalunha, que se conheciam desde a infância e pouco a pouco foram formando um grupo estruturado no qual o imã Satty os doutrinava no jihadismo radical.

Nos autos do processo, o juiz descreve a evolução do grupo desde 2015 até o momento dos atentados e destaca que três meses antes o grupo se fechou e começou a comprar material para fabricar explosivos, chegando a acumular entre 200 e 500 quilos de bombas, além de 104 bujões de gás e 19 artefatos caseiros.

FONTE : EFE BRASIL

    

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