Mato Grosso do Sul ganha programa estadual de educação ambiental

Mato Grosso do Sul acaba de ganhar seu primeiro Programa Estadual de Educação Ambiental (ProEEA) que passará a orientar as políticas públicas da área, nortear os gestores públicos e educadores ambientais. Todas as diretrizes e linhas de ação para a educação ambiental do estado foram elaboradas com o apoio do WWF-Brasil, do Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (imasul) e da organização Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan) com ampla participação pública e o apoio da CIEA (Comissão Interinstitucional de EA do MS).

O processo de construção do documento iniciou-se em 2016 com oficinas que contaram com a participação de educadores, gestores públicos e consultores da área ambiental. Este ano, a versão preliminar foi submetida à consulta pública.

A analista de conservação do WWF-Brasil, Júlia Boock, destaca a contribuição de Terezinha Martins, especialista de conservação do WWF-Brasil, falecida no final do ano passado. “Não podemos deixar de homenagear a Terezinha, uma peça chave no processo de construção do ProEEA. Ela trabalhou por mais de 10 anos no WWF-Brasil com a temática ambiental e levantou a questão de apoiarmos a construção do ProEEA em Mato Grosso do Sul como uma importante ferramenta de política pública que visa fortalecer os trabalhos de base formal e não formal no processo de aprendizagem, mostrando que a temática ambiental permeia diferentes conteúdos. É com grande satisfação que o WWF Brasil dedica e agradece todo o trabalho em memória de Terezinha Martins!”, agradece Júlia.

Para Ricardo Éboli, diretor-presidente do Imasul, o estado de Mato Grosso do Sul possui peculiaridades que oferecem oportunidades importantes para a implementação de políticas de educação ambiental. “Nosso estado possui localização geográfica privilegiada e estratégica, possuindo fronteira com a Bolívia e o Paraguai, e divisas com os Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Além disso abriga quatro biomas (Pantanal, Chaco, Cerrado e Mata Atlântica) e tem na agropecuária sua essência econômica. Sendo assim, é muito importante contar com um programa de educação ambiental consistente, que oriente as políticas públicas”, diz Éboli.

Acompanhe a seguir as principais linhas de ação do PRoEEA:

• Criação e implementação de certificação para reconhecimento e valorização de iniciativas e boas práticas em educação ambiental

• Estímulo à criação e ao fortalecimento de secretarias municipais de educação e de meio ambiente, bem como de conselhos com participação democrática de segmentos da sociedade

• Incorporação de atividades de educação ambiental que valorizem a integração, o envolvimento e a participação da população na realidade local

• Construção de políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, para que se promova a educação ambiental em todos os níveis e modalidades de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do ambiente

• Estímulo à promoção do diálogo entre os conhecimentos científicos e tecnológicos que valorizem os saberes locais das populações indígenas, ribeirinhas, pantaneiras, quilombolas, ciganas, produtores rurais, agricultores familiares, assentados, entre outras, para elaboração de políticas públicas

• Realização periódica de eventos voltados para a difusão da educação ambiental, promovendo, assim, diálogos entre os diversos setores: públicos, privados e sociedade civil

• Estabelecimento de diálogos com os diversos segmentos, por meio dos organismos de controle social de políticas ambientais e educacionais, bem como de outras políticas

• Formação continuada de educadores, educadoras, gestores e gestoras ambientais, no âmbito formal e não formal.

FONTE : WWF BRASIL

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