Memorial trouxe trajetória da imigração japonesa em Garça

Uma das novidades neste ano durante a 32.ª edição do Cerejeiras Festival, foi o Memorial da Imigração Japonesa em Garça. A festa, que neste ano também homenageou os 110 anos da imigração japonesa no Brasil, contou com o memorial que através de peças únicas, fotografias e relíquias trouxe singularidades da cultura nipônica e traçou a trajetória da imigração em Garça.

Conforme colocou a secretária de Cultura, Suzy Mey Truzzi, a iniciativa foi aprovada pelos visitantes.

“Eu adorei tudo. Foi lindo. Fui na sexta a tarde com meu esposo e depois, falei com meu filho que ele deveria ir e ver. Voltamos no sábado. Muito interessante as peças. Muito boa a iniciativa”, disse Maria Inês Castro.

Para Cristiana de Oliveira Pena, da cidade de Marília, todas as peças expostas chamaram à atenção.

“Minha família vem todos os anos para o evento. A gente no geral gosta de tudo, mas meu ponto fraco, quando se fala em culinária, é uma coxinha de mandioca que há três anos compro no mesmo lugar. Andamos por tudo e apreciamos tudo e ficamos surpresos com aquela estrutura de bambu no meio do gramado. Quando entramos nos surpreendemos e adoramos tudo”, disse a visitante, fazendo menção especial aos bonecos.

Nas paredes de bambu, fotografias e histórias como a do ‘Pai das Cerejeiras’, senhor Nelson Ichisato.

O memorial contou com aproximadamente 30 peças, entre relíquias, objetos e imagens das primeiras famílias de japoneses que chegaram ao município e colaboraram com o crescimento da cidade.

Houve uma preocupação com a segurança do material exposto, diante do valor financeiro e histórico das peças.

Os visitantes receberam uma revista do Cerejeiras Festival, que homenageia a imigração japonesa no Brasil, trazendo ainda informações sobre a festa em Garça e sobre a colônia local.

O memorial foi resultado de um trabalho conjunto entre Conseb´s Lago, Secretaria Municipal da Cultura – Secult, Nikkey Clube de Garça e demais representantes da colônia japonesa na cidade. A montagem do espaço foi realizada pela equipe da Secult com a colaboração do designer de interiores, Vitor Mônico.

Suzy Mey coloca que o trabalho deixou como legado o levantamento histórico do início da imigração em Garça, pois foi necessária uma minuciosa pesquisa para composição final.

“As imagens que estavam guardadas em álbuns de famílias, agora podem ser disponibilizadas, com a devida autorização, para toda a comunidade por meio do projeto “Nós – De onde viemos” do Museu Histórico Pedagógico de Garça e Biblioteca Municipal”, disse ele.

FONTE : GARÇA ON LINE

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