O esgotamento cada vez mais vem afetando o meio Pastoral.

Você se sente estressado? Nada do que faz traz realmente a mesma satisfação que sentia? Está irritado, desanimado, com problemas e não consegue mais dar a atenção que dava às atividades da Igreja? Está afadigado, evita o contato com os membros?

Uma das consequências mais marcantes do esgotamento, caracteriza-se geralmente por exaustão, algo negativo de si mesmo, insensibilidade com relação a quase tudo e todos.

Caracterização do esgotamento no meio Pastoral, como explicar?

Os sinais e sintomas estão cada vez mais afetando o meio Pastoral, podendo ocorrer variações diversas entre os Pastores com mesmo quadro sintomático e muitas das vezes podem indicar depressão, irritabilidade; ansiedade; inflexibilidade; perda de interesse; descrédito na instituição e nas pessoas.

Sintomas comportamentais: Evita os irmãos e o contato social; usa críticas, reclamações, adjetivos depreciativos; resiste à mudanças, transfere responsabilidades; descuida de si mesmo.

O esgotamento deixa a pessoa sem lastro, irritada, hipersensível, sem forças para fazer o que anteriormente fazia. A dificuldade de relacionamento com os irmãos ou com as pessoas que seriam as que deveriam receber seus cuidados! Faz os Pastores pensar em largar o Pastorado mesmo depois de anos. Aparentemente há uma saturação que rouba a alegria. O trabalho antes prazeroso se torna um fardo, uma obrigação desagradável.

Você acredita que tem aumentado o descuido do cuidador com ele próprio?

Sem dúvida se trabalha muito com a cabeça e cada vez mais o quadro vem aumentando e torna os Pastores ainda mais frágil, isolados e cansados!

Você acredita que todos os pastores e líderes precisam de um Jonatas (amigo verdadeiro),

um Barnabé (que simboliza o apoio necessário à atividade pastoral) e um Moisés (autonomia imprescindível para o desempenho das funções), e que é neste tripé de amizade, apoio e autonomia que se encontram recursos de estruturação para o desempenho das funções pastorais e de lideranças.

Costumo dizer que grande amigos não vem atrelada a grandes gastos, na verdade, amigos de verdade são grátis! Investir em amizades e gente competente para dividir tarefas é primordial. A exposição de fraquezas e limitações abre a ferida narcísica de um líder, fragiliza a imagem onipotente que tanto ele como a congregação idealizou e ameaça o exercício do poder, onde muitos lêem, ameaça o exercício do ministério. A realidade, no entanto é implacável e sempre nos lembrará de nossas limitações, se o ministro não puder vivenciar o seu lado humano, ele certamente ficará só.

O Pastorado de perigo!

Os pastores são avaliados todos os dias.

Na verdade, penso que em igrejas pouco se investe na pessoa do pastor (a). A falta de preparo e a falta de cuidado de si mesmo entre os pastores é uma espécie de virtude. Penso que se pode ajudar Pastores a enxergar o homem com um todo e não só as necessidades espirituais para ajudá-los a enxergar a própria virtude e limitação.

Quais os seus conselhos para pastores e líderes?

Cuidando de si mesmo! Ninguém fará isso por eles! O seu corpo é Templo do Espírito! Zelar por ele e fundamental.

Programar o seu dia e semana com intervalos. Antes que alguém chegue primeiro na sua agenda, Marque seus dias de descanso na agenda e priorize. Preserve seu dia de descanso, mantenha sua comunhão com Deus. Pastores (as) em geral caem em ativismo, não priorizam tempo de jejum e oração e meditação da Palavra. A Bíblia se torna instrumento de trabalho e não de comunhão pessoal com o Senhor. Vários Pastores afirmam ter pouco ou nenhum tempo de oração e leitura pessoal da Palavra, sempre que lêem a Bíblia era com objetivo de preparar um sermão ou palestra.

Procurar não se medir pelo desempenho dos colegas ou estatísticas de igrejas que se dizem vencedoras. Isso gera cobiça e desdém pelo que se tem em mãos. Procure a competência e excelência no seu trabalho, não competição.

Se ainda assim, por algum razão, vier a ser acometido pelo esgotamento, faça como Davi, que não aceitou conservar sua alma na sepultura da desolação, mas buscou descanso nos braços do Altíssimo, Sl 30.1-3.

“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade”, Sl 46.1

 

Pr. Josivaldo Lyra

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Um comentário em “O esgotamento cada vez mais vem afetando o meio Pastoral.

  • junho 30, 2018 em 2:46 am
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    Esse comentário, é de suma importância para todos que estão no arado pastoral, já passei por isso, sei a dificuldade que temos em se erguer novamente.
    Muitos se encontram nessa batalha, sem forças para continuar lutando, é nosso dever ajudar quem se encontra na batalha.
    Esse projeto nasceu na hora certa.

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