OEA realiza sessão extraordinária sobre migração de venezuelanos

A Organização dos Estados Americanos (OEA) abordará nesta quarta-feira a “crise” migratória de venezuelanos durante uma sessão extraordinária de seu Conselho Permanente, na qual discursará seu secretário-geral, Luis Almagro.

Segundo fontes diplomáticas, a sessão terá caráter deliberativo e não está prevista a apresentação de nenhuma proposta de resolução sobre a Venezuela.

Vários países estão preparando uma resolução na qual exigem que o governo venezuelano autorize o estabelecimento de um “canal humanitário” para a entrada de comida e remédios.

A ideia de abrir um “canal humanitário” não é nova: já foi pedido ao Parlamento venezuelano, de maioria antichavista; à comissão opositora que participou de um diálogo com o governo na República Dominicana no ano passado; e aos 14 países do Grupo de Lima em diferentes comunicados.

A Venezuela, por sua vez, considera que o estabelecimento de um corredor humanitário facilitaria uma invasão ao país caribenho ao abrir portas a forças militares estrangeiras.

A sessão tem como objetivo “considerar a crise migratória originada pela situação na República Bolivariana de Venezuela”, como consta da convocação, formulada por Almagro em carta enviada no dia 20 de agosto à embaixadora de Costa Rica na OEA, Rita María Hernández Bolaños, que ocupa a presidência do Conselho.

Segundo a Organização Internacional de Migração (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 2,3 milhões de venezuelanos estão vivendo fora de seu país e mais de 1,6 milhão o deixaram desde 2015.

A Venezuela perdeu mais de 40% de seu produto interno bruto (PIB) nos últimos quatro anos e registra uma inflação disparada, que deve chegar a 1.000.000% este ano, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

FONTE : EFE BRASIL

  

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