Paraguai detém líder do PCC que tinha fugido de quartel em Assunção

A polícia do Paraguai prendeu nesta sexta-feira Thiago Ximenez, conhecido como “Matrix”, um dos líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que tinha escapado de um quartel em Assunção junto com o também brasileiro Reinaldo Araújo, que foi morto nesta semana pelas forças de segurança.

“Matrix” foi detido esta manhã por efetivos policiais nas proximidades de Villa Ygatymí, no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil, informou o Ministério do Interior em comunicado.

O titular do Ministério, Juan Ernesto Villamayor, disse à imprensa local que “Matrix” foi localizado e coagido a se entregar a cerca de dois quilômetros de onde Araújo foi abatido, uma região fronteiriça onde as plantações de maconha são abundantes.

Villamayor acrescentou que o governo está analisando a expulsão direta de “Matrix” para o Brasil, assim como vem fazendo com outros integrantes de grupos criminosos brasileiros que operam no Paraguai.

No Twitter, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez parabenizou a Polícia Nacional “pela detenção e recaptura de um dos chefes principais da organização PCC”.

A captura aconteceu dias depois que Araújo morreu em um “enfrentamento armado” com a Polícia Nacional em Villa Ygatymí, enquanto “Matrix” conseguiu escapar.

No dia 16 de dezembro do ano passado, Araújo e Ximenez, que já tinha protagonizado uma fuga da prisão argentina de Ezeiza, conseguiram escapar do Agrupamento Especializado, um quartel de polícia de segurança máxima em Assunção.

O Ministério de Interior afirmou depois que a fuga dos dois integrantes do PCC foi possível graças à ajuda de agentes responsáveis pela segurança do recinto prisional. Após o fato, cerca de 20 agentes do centro foram detidos.

O PCC, fundado em um presídio no estado de São Paulo em 1993, atualmente tem presença em quase todo o Paraguai e também possui tentáculos que se estendem por países como Bolívia, Colômbia, Guiana e Peru, segundo as autoridades brasileiras.

FONTE : EFE BRASIL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *