Pesquisa diz que 65% das médicas entendem prática discriminatória da Universidade de Medicina de Tóquio

Segundo uma pesquisa de opinião, 65 por cento das médicas japonesas compreendem porque uma universidade de medicina reduziu a pontuação de candidatas em exames vestibulares.

A Universidade de Medicina de Tóquio admitiu a existência dessa prática por mais de uma década para conter o número de mulheres aprovadas.

Uma empresa que publica uma revista na internet voltada para médicas realizou a pesquisa online, respondida por 103 pessoas.

Dentre elas, 18,4 por cento disseram que entendem a prática, e 46,6 por cento disseram que a entendem em certa medida.

Algumas afirmaram que não estão convencidas dos argumentos da universidade, mas podem entendê-los. Outras disseram que a prática é injusta, mas que seus locais de trabalho não podem sobreviver sem médicos.

Uma das pessoas que respondeu à pesquisa disse que teve um aborto espontâneo após trabalhar durante feriados e até tarde da noite. Ela disse que sem a compreensão e apoio dos colegas ela não pode continuar a trabalhar.

Ruriko Tsushima, médica e membro da diretoria da Associação Conjunta das Profissionais de Medicina do Japão, disse que ser uma médica é considerado uma profissão em tempo integral, e isso forçou muitas mulheres a abandonarem suas carreiras.

Tsushima afirma que deveria ser possível que homens e mulheres na profissão terminem seu turnos mais cedo ajustando seu estilo de trabalho.

FONTE : NHK  PORTUGUÊS

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