Presidente peruano nega qualquer ligação com envolvidos em caso de corrupção

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, negou na quarta-feira qualquer vínculo com os personagens envolvidos em um escândalo de corrupção que afeta o sistema judiciário peruano, após a divulgação de um áudio onde é mencionado por um juiz.

Vizcarra disse à emissora “Canal N” que “não é a primeira vez” que é mencionado nos áudios que são divulgados há duas semanas e afirmou que se trata de uma “menção irresponsável ao Presidente da República”.

A imprensa local revelou na quarta-feira o áudio de uma conversa telefônica em que juiz afastado César Hinostroza e o empresário Antonio Camayo conversam no último dia 3 de abril, um dia depois que ele assumiu o gabinete presidido pelo primeiro-ministro Cesar Villanueva.

Na gravação, Hinostroza pede a Camayo que administre uma reunião com o presidente Vizcarra e diz esperar que o congressista Vicente Zevallos seja eleito ministro da Justiça e Direitos Humanos, tal como aconteceu na semana passada, após o qual assegura que esse dia almoçou com o ministro do Interior, Mauro Medina Guimarães.

Sobre isso, Vizcarra ressaltou que os envolvidos neste diálogo “nunca estiveram no Palácio do Governo” e que também não manteve nenhuma conversa telefônica com eles.

“Há questões tão importantes para combater a corrupção que não devemos deixar que este tipo de pessoas tentem confundir a população”, enfatizou.

O presidente peruano acrescentou que seu governo será “enérgico na correção deste tipo de corrupção”, após ele ter conversado com o ministro Medina, que lhe garantiu nunca ter se reunido com os personagens citados.

Medina havia declarou anteriormente à emissora “RPP Noticias” que não conhece Camayo, assim como não se reuniu com ele, por isso afirmou que não deve “favores a ninguém”.

O escândalo de corrupção se tornou público há duas semanas, com a publicação de escutas telefônicas que revelaram uma ampla rede de tráfico de influência, suborno e prevaricação nas mais altas instâncias do Judiciário, que inclui a altos magistrados, empresários e políticos.

FONTE : EFE BRASIL

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