Psol vai à Comissão de Ética contra promoção de filho de Mourão

O Psol anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (10) que entrará com uma representação contra a nomeação de Antônio Rossell Mourão, filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), a assessor especial da presidência do Banco do Brasil. 

Em nota, o presidente do Psol, Juliano Medeiros, afirma que a nomeação fere princípios que devem orientar a administração pública e deveria ser revogada.

 promoção do filho de Mourão veio à público na última terça-feira (8). Como novo assessor especial de Rubem Novaes, presidente do banco, o salário do filho do vice-presidente triplicará.

Como assessor da área da Diretoria de Agronegócio do BB, Antônio Mourão recebia entre R$ 12 e R$ 14 mil por mês. Seu salário no novo cargo será de R$ 36,4 mil mensais. Antonio Mourão é funcionário de carreira do banco, onde trabalha há 18 anos.

A representação tem como base o decreto de 2010, que veda o nepotismo na administração pública federal. O artigo terceiro do decreto proíbe “nomeações, contratações ou designações de familiares de Ministro de Estado, familiar da máxima autoridade administrativa correspondente ou, ainda, familiar de ocupante de cargo em comissão ou função de confiança de direção, chefia ou assessoramento” desde estágios – salvo precedido de processo seletivo isonômico – até cargos comissionados ou de confiança.

Mourão saiu em defesa do filho, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo , e disse que a promoção se deu por “mérito” e que Antonio Mourão tinha sido “duramente perseguido anteriormente” por ser seu filho.

FONTE : CONGRESSO EM FOCO (UOL)

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