“Setembro multicor” alerta para doação de órgãos, Alzheimer e prevenção ao suicídio

Secretaria Municipal da Saúde participa de ações, discute temas em unidades e faz parcerias para alertar população

 

Com datas oficiais reconhecidas pelo Ministério da Saúde no mês de setembro, a prevenção ao suicídio (dia 7), o incentivo a doação de órgãos (27) e informação sobre a Doença de Alzheimer (21) chamam a atenção pelas iniciativas de instituições de saúde, órgãos públicos e esforço pessoal de voluntários. A Prefeitura de Marília apoia e estimula as campanhas, visando Educação em Saúde para a população.

A secretária municipal da Saúde, Kátia Santana, lembra que os temas são associados a cores. Em geral, surgiram como movimentos locais e tornaram-se mobilizações globais, que envolvem a sociedade civil e, principalmente, profissionais de saúde.

“Em toda rede básica do município acontecem atividades com um ou mais temas neste mês de setembro. As equipes estão realizando palestras, ‘rodas de conversa’, decorando os espaços com as cores das campanhas, com muito carinho e dedicação, chamando a atenção dos usuários e levando à reflexão”, disse.

AMARELO

Pela primeira vez em Marília, o delicado tema da prevenção ao suicídio está sendo abordado, sem tabus, e de forma ampla e com orientação técnica. A psicóloga Simone Alves Cotrim Moreira destaca, entre outras ações, a palestra e o encontro técnico com Karina Okajima Fukumitsu, pós-doutora pela USP e autora de livros sobre o tema.

“Tivemos alguns eventos de grande porte no início do mês e estão sendo realizadas dezenas de atividades envolvendo igrejas, escolas, a rede básica, os serviços especializados em saúde mental, instituições de saúde em geral, enfim. Graças a este movimento, a valorização da vida é uma pauta que ficou mais próxima da população”, destacou Simone.

LILÁS

Com número cada vez maior de novos casos, a doença de Alzheimer afeta três grandes áreas da vida: coordenação motora, capacidade cognitiva e comportamento social. Sem a sensibilidade da família, o paciente pode ser condenado ao isolamento.

Essa ruptura é apontada por especialistas como um dos principais problemas na atualidade. Para “curar a sociedade da desinformação”, o médico Valdeci Rigolin, mestre em reabilitação, professor e pesquisador do Centro de Estudos do Envelhecimento, Geriatria e Gerontologia da Famema, dedica-se à causa e envolve outros voluntários.

Entre os parceiros está o Nasf (Núcleo de Apoio ao Programa Saúde da Família), da Secretaria Municipal da Saúde. No último sábado (22), o grupo participou da “Caminhada da Memória”, evento que chega à segunda edição e ganha, a cada ano, mais adeptos e estrutura.

VERDE

Segundo dados do Ministério da Saúde, seria possível zerar a fila com 32 mil pessoas à espera de um órgão compatível se as famílias de todos os possíveis doadores autorizassem a doação. Hoje, 43% dessas famílias ainda se negam a doar no País.

Em Marília, as principais iniciativas de sensibilização, sobre o tema, são realizadas pelo Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos (SPOT) da Famema, responsável por articular equipes de saúde para potenciais doadores em 124 cidades, numa região de 1,6 milhão de habitantes.

Com uma atuante Cihdott (Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante), a Santa Casa de Misericórdia de Marília realiza campanha todos os anos para estimular a discussão sobre a importância da doação.

No domingo (23), o hospital promoveu a “Caminhada Pela Vida”, da praça da Emdurb até o cruzamento com a avenida das Roseiras. “Precisamos chamar a atenção das pessoas para a importância em comunicar seus familiares sobre a vontade de ser doador. Só com consentimento da família, uma doação pode ser realizada”, enfatizou a enfermeira coordenadora da Cihdott, Marisa Stradioto.    

 

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