Ufa, passamos

A seleção brasileira entrou em campo para decidir a vaga com a Sérvia com os torcedores espantados pela sequência de jogos complicados, que causaram pânico nas favoritas Argentina e, principalmente, na temida e eliminada Alemanha.

Além de vencer, a seleção canarinha precisaria mostrar um futebol mais confiável. Quando Marcelo sentiu as costas logo nos primeiros minutos uma inquietação geral foi sentida. Nada contra Felipe Luis, que sempre dá conta do recado. Era o fantasma de outros carnavais que ressurgia.

A Servia tentou impor seu jogo pra mostrar a que veio. Bolas divididas, marcação dobrada e uns grandões lá na frente, buscando a “bola do jogo”. O time de Tite demorou a engrenar. A troca de bolas foi a opção. Se a intenção era deixar o jogo lento e menos disputado, conseguiu-se.

Na categoria do passe de Philipe Coutinho a entrada de surpresa de Paulinho. Golaço. O um a zero trouxe a tranquilidade esperada. O jogo ficou ainda mais pro Brasil. Poucas oportunidades foram criadas, o melhor é que sempre era pelo lado brasileiro.

Depois do intervalo, a situação se repetiu. A posse de bola amarelinha era imensa. O domínio total. Os sérvios pareciam nocauteados. O golpe que os levou à lona foi com suas próprias armas: o jogo aéreo. O gol de Thiago Silva, o melhor em campo, deu start na festa.

A passagem de fase foi merecida. Não era dia de dar show. Bastava o resultado e ele veio. Na próxima fase, o adversário é o México. Nada como um velho conhecido para nos dar confiança.

Neymar não e o mesmo de antes da cirurgia. Investe pouco para cima dos rivais, evita divididas (o que faz sentido). Dá a entender que não recuperou sua melhor forma. Ainda bem que temos Coutinho, Miranda e Casemiro. William e Gabriel Jesus ainda estão devendo. Desta vez, Alisson mostrou serviço e Fagner foi absoluto pelo seu lado. Que vengam los muchachos!!!

*Fotos Globo, Veja

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