Vítimas de massacre têm velório coletivo em Suzano

Os primeiros familiares das vítimas do massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), começaram a chegar por volta das seis da manhã ao ginásio onde seis corpos são velados nesta quinta-feira, 14. A cerimônia coletiva em homenagem aos mortos ocorre na Arena Suzano, que tem capacidade para 4.000 pessoas.

Foram levados para o local os corpos das duas funcionárias do colégio mortas, a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo e a inspetora Eliana Regina, e os dos alunos Kaio Lucas da Costa, Claiton Ribeiro, Samuel Melquiades e Caio Oliveira.

O funeral é aberto ao público, mas somente familiares e amigos próximos dos parentes têm acesso aos caixões colocados no centro da quadra poliesportiva, isolado por grades de contenção. O enterro está marcado para as 16h, no cemitério São Sebastião, em Suzano.

O sepultamento do corpo de Marilena não ocorrerá nesta quinta porque um dos filhos dela chegará apenas amanhã da China; familiares não divulgaram o local do enterro. O corpo dela será levado para a Igreja Matriz São Sebastião, onde seu funeral prosseguirá.

Por questões religiosas, a família do estudante Douglas Celestino optou por um velório particular em uma igreja evangélica no Parque Maria Helena, bairro de Suzano.

Não há informações sobre o velório dos atiradores, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25. A família do empresário Jorge Antonio Moraes, tio de Guilherme que foi morto minutos antes em sua concessionária pelo próprio sobrinho, também não divulgou onde aconteceria seu funeral.

O prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PR) e o ministro da Educação Ricardo Vélez participam da cerimônia. Segundo a Secretaria de Segurança Cidadã de Suzano, 3.000 pessoas já passaram pela arena nas primeiras três horas de velório.

Atos religiosos estão previstos para ocorrer na cidade durante a manhã e a tarde.

Cerca de cinquenta profissionais da rede municipal de saúde prestam atendimento na Arena Suzano, entre médicos psiquiatras e clínicos gerais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e assistentes sociais.

Missa
Na noite de quarta-feira, fiéis participaram de uma missa em frente à escola onde ocorreu o massacre. No sermão, o padre Cláudio Taciano dissse que o mundo “anda estranho”. “É preciso entender agora qual é o recado que esse episódio na escola quer passar para todos nós. Vamos suportar mais violência?”, questionou o religioso.

A prefeitura de Suzano decretou luto oficial de três dias consecutivos e suspendeu as atividades nas escolas municipais entre quinta e sexta-feira.

Massacre
Na manhã desta quarta-feira, 13, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, entraram na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na região metropolitana de São Paulo. Ex-alunos do colégio, os jovens chegaram em um carro alugado ao local, na hora do intervalo entre aulas.

Armados com um revólver, facas, arco e flecha, uma besta — arma de origem medieval usada para lançar flechas — e machadinha, os dois mataram um total de oito pessoas: cinco estudantes, duas funcionárias e um empresário, tio de Guilherme e dono de uma pequena concessionária que foi morto pelo sobrinho a caminho do colégio. Após o crime, Taucci atirou em Luiz e se suicidou.

O vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que Taucci entra na escola, saca a arma e dispara aleatoriamente contra os estudantes e funcionários que estavam em frente à secretaria do colégio, pouco depois da entrada. Na sequência, ele segue para um outro ambiente, não filmado, e aparece Castro, que, com a machadinha, tenta impedir a fuga de estudantes e chega a atingir alguns.

FONTE : MSN BRASIL

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