A ética da reciprocidade, um dos alicerces Pastoral

Viver em uma sociedade onde medir tudo o que damos e recebemos em troca. Passar o tempo sendo avaliando e avaliar o que recebemos, muitas vezes recebemos muito menos do que damos. Nos sentimos injustiçados e insatisfeitos com as relações.

Temos uma tendência em esperar demais dos outros, no mínimo a mesma dedicação que nós oferecemos a eles. No entanto, nem sempre é assim. Isto gera sofrimento, frustração e nos sentimos usados, porque poucas vezes somos correspondidos.
O fato de esperar algo, muitas vezes de uma determinada forma e maneira, pode ser doloroso; nos faz pensar nossa atitude de continuar dando sem receber nada em troca.

As vezes o que nos motiva a dar algo é a preocupação. Querer que esteja bem, que não lhe falte nada. Em princípio, podemos dizer que não queremos nada em troca.

Quando nos sentimos sozinhos e precisamos de apoio, nos sentimos ainda mais tristes ao perceber a falta de uma resposta. Quando precisamos de uma mão e ninguém está disposto a estendê-la, começamos a pensar que o que temos não depende do que damos.

Mesmo sem percebermos,muitos dos nossos comportamentos que visam agradar o outro são gerados pela necessidade de receber. Damos desesperadamente porque precisamos de algo em troca.

Acreditar que se cuidarmos do outro, ele cuidará de nós. isso nos leva ao sofrimento e a conflitos. Estamos convencidos que deveria ser assim e acabamos sofrendo por isso.

Cuidar de si mesmo sem esperar nada dos outros. Isto não quer dizer que não vamos ajudar ninguém, mas o faremos por vontade própria, sem querer agradar e sem a condição de receber algo em troca.

A satisfação de ajudar o outro é a única motivação que nos move. Se não esperamos nada de ninguém, a gratidão e a satisfação farão parte da nossa vida. Muitas vezes recebemos muito e não damos nada ou nos doamos demais e não recebemos nada em troca. 

Quando Jesus assentou-se na relva daquele monte próximo de Jerusalém e fez o mais belo discurso de Sua passagem pela terra, o Sermão da Montanha, Sua intenção era ensinar Seus discípulos sobre os mais variados temas práticos da vida. Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7:12.  
Se você quer ser tratado com respeito, respeite seu semelhante. Se você quer ser socorrido, socorra, ajude, seja solidário; se quer ser perdoado, perdoe.

trata as pessoas com desprezo e é incapaz de expressar sua ajuda pelo menos na medida de Jesus. O problema é que todo mundo quer ser ajudado, socorrido, mas é incapaz de ajudar quem precisa. Na verdade, a atitude mais comum é ignorar o sofrimento dos outros, é passar ao largo de quem precisa de ajuda, mesmo quando ajudar não seria nenhum sacrifício intransponível.

Por muitas vezes Ele deixou de lado Seu cansaço, Sua fome, Sua sede para aliviar os sofrimentos do povo. Ele jamais devolveu alguém para sua casa do mesmo modo como o encontrou e Ele é o nosso modelo de fé e prática, e Sua vida, Seu caráter manso e humilde de coração tem que ser o objetivo a ser alcançado por todos os seus seguidores.

João 17:20 – 23 – Unidade entre os irmãos

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