Aumento de imposto no Japão vai deixar internações e exames médicos iniciais mais caros

O aumento do imposto sobre consumo (shouhizei) previsto para entrar em vigor no próximo ano vai afetar o custo do exame médico inicial e de outras taxas, decidiu o Ministério da Saúde, segundo o jornal Mainichi.
O imposto sobre consumo vai subir dos atuais 8% para 10% em outubro de 2019. Os tratamentos médicos não podem legalmente ser tributados, mas as instituições médicas pagarão o aumento nas compras de equipamentos e suprimentos. Impulsionar o exame inicial e outras taxas seria, portanto, uma forma de as instituições cobrirem a carga tributária maior.
As taxas de exame inicial são cobradas de pacientes que consultam um médico em relação a uma condição específica pela primeira vez. O aumento do custo para o paciente, que deverá ser de algumas dezenas de ienes por visita, será decidido com base na compilação orçamentária do ano fiscal de 2019. Enquanto isso, um pacote de opções sobre como compensar a maior carga tributária sobre as instalações médicas deve ser apresentado nesta quarta-feira em uma reunião do Conselho Médico Central do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.
Taxas mais elevadas para consultas iniciais, bem como para internações hospitalares, foram implementadas pela primeira vez quando o imposto sobre consumo subiu de 5% para 8% em abril de 2014, para compensar o aumento dos custos de aquisição das instituições médicas.
No entanto, um estudo do Ministério da Saúde em 2016 mostrou que a receita das taxas cobriu 92,5% do aumento do custo para instalações médicas. A decisão da taxa mais alta para o próximo aumento de imposto deve compensar esses custos inteiramente.
O estudo do ministério também descobriu que o impacto da maior carga tributária variou significativamente por tipo de instituição médica. Em clínicas regulares, as taxas mais altas resultaram em 111,2% do valor gasto em pagamentos de impostos de consumo, enquanto nos hospitais as taxas aumentadas cobriam 85%. Enquanto isso, em hospitais de tratamento avançado, designados pelo governo, que exigem grandes investimentos em equipamentos e instalações, as taxas mais altas representam apenas 61,7% de seus gastos com impostos.
FONTE : ALTERNATIVA ON LINE
   

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