Com aumento de casos de covid-19, Nova York fechará escolas públicas hoje

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse nesta quarta-feira que a cidade fechará suas escolas públicas a partir de amanhã como “precaução”, devido ao aumento dos casos de covid-19, e que elas não serão reabertas antes de 26 de novembro, data em que os americanos comemoram o dia de Ação de Graças.

De Blasio escreveu no Twitter que a cidade atingiu uma taxa de 3% de contágios entre as pessoas testadas em um período de sete dias, o limite estabelecido pelo município para reverter o processo de abertura escalonada de escolas.

“Devemos combater a segunda onda da covid-19”, afirmou o prefeito em uma breve mensagem divulgada após um atraso de mais cerca de cinco horas para o inicío da entrevista coletiva que ele concede diariamente, o qual ele atribuiu à demora para confirmar com o governo do estado que a taxa de contágios era, efetivamente, de 3%.

O diretor do sistema de ensino público de Nova York, Richard Carranza, também publicou no Twitter – e depois reiterou na coletiva – que as aulas “continuarão, mas de forma remota, até segundo aviso”, e que os alunos que frequentaram os colégios durante alguns dias da semana terão que passar por uma “transição”.

“O prefeito e eu deixamos claro desde o início que precisávamos levar os alunos às salas de aula assim que fosse seguro. E temos a mesma urgência hoje, ao anunciar este fechamento temporário: traremos os alunos aos estabelecimentos assim que podermos, com segurança”, explicou Carranza.

Ele informou, ainda, que os diretores das escolas vão entrar em contato com as famílias dos alunos em breve, e que a cidade vai oferecer “apoio com os equipamentos – 100 mil já foram encomendados – e com aconselhamento sobre ensino à distância”, além de fornecer alimentação gratuita para todos os alunos.

Na sexta-feira passada, De Blasio já tinha avisado as escolas poderiam ser fechadas esta semana se o índice de contágios continuasse a aumentar e pediu aos pais que se preparassem para enfrentar esta situção.

O sistema de educação pública da cidade de Nova York conta com mais de 1 milhão de alunos, dos quais aproximadamente um terço estava matriculado no programa híbrido, que combina aulas presenciais e online.

RESTRIÇÕES À VISTA.

Durante a coletiva, o prefeito disse que o fechamento “temporário” das escolas vai durar até depois do feriado de Ação de Graças e que nos próximos dois dias apresentará um plano de reabertura.

O anúncio de De Blasio foi feito pouco antes de o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, encerrar sua entrevista coletiva, na qual lembrou que se a cidade atingisse esse limite de 3% de positividade, passaria a ser incluída na categoria de “zona laranja”, com maiores restrições à circulação de pessoas.

“Em todo o mundo (o coronavírus) está aumentando, em cada estado da nação. O sucesso depende de como a gente faz em relação ao resto. Somos o quarto nos EUA (…) depois de termos tido o maior taxa de contágio no país. Os nova-iorquinos estão fazendo um bom trabalho “, acrescentou Cuomo.

Em todo o estado, as escolas localizadas nas “zonas laranja” podem reabrir se ficarem fechadas por pelo menos quatro dias, e forem totalmente desinfetadas e testadas conforme os alunos e funcionários retornem.

Porém, para a cidade de Nova York, por seu tamanho, seria necessária uma “fórmula diferente”, ressaltou Cuomo.

No entanto, a cidade e o estado usam métricas diferentes dependendo da data dos testes de covid-19 e da chegada dos resultados, e, de acordo com a administração estadual, a taxa da cidade nos últimos sete dias está abaixo de 3%, o que gerou certa confusão.

Nesse sentido, De Blasio afirmou que a cidade passará a integrar a “zona laranja” quando o estado decidir que é o momento, e anunciou que “as restrições chegarão em breve”.

FONTE : EFE BRASIL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *