Com lesões idênticas em 2020, zagueiro e atacante correm para jogar o estadual

No dia 19 de setembro de 2020, o Marília Atlético Clube (MAC) goleava o Grêmio Osasco por 5 a 0, no estádio Bento de Abreu, pelo primeiro jogo do Campeonato Paulista da Série A-3 durante a pandemia do coronavírus, após seis meses de paralisação. Apesar do clima de otimismo de todos pelo placar, dois jogadores maqueanos não tiveram o que comemorar.

O zagueiro Victor Souza e o atacante Wellington sofreram a mesma lesão naquela partida: rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direto e lesão no menisco. Desde então, ambos ‘correm contra o tempo’, para se recuperaram e ainda serem aproveitados na Série A-3 2021. Os médicos do clube ainda não deram um prazo para o retorno, mas os dois acreditam que no começo de abril já devem estar à disposição do técnico Guilherme Alves, já que tiveram seus contratos renovados até o dia 30 de maio.

“Já estou sendo inserido nos aquecimentos junto do elenco. Dia 22 tem retorno ao médico e dia 26 tem o teste de isocinético, que iremos fazer no Paraná. Esse procedimento vai dizer muito coisa, mas a previsão é que na segunda semana de março eu já esteja na transição dentro do elenco nos trabalhos. Se tudo ocorrer da maneira que está indo, na segunda semana de abril eu já estarei apto a jogar”, disse o zagueiro Victor Souza.

Já o atacante Wellington falou que está treinando com o preparador físico e também não sabe ao certo o dia exato de seu retorno aos treinos normais. “Isso depende da minha recuperação e depende do médico também em liberar. Acho que em março devo começar a trabalhar aos poucos com o grupo, eu acredito. Mas não posso afirmar o dia que voltarei”.

Duas lesões em 30 minutos – Na goleada contra o Grêmio Osasco por 5 a 0, o zagueiro Victor Souza e o atacante Wellington foram escalados como titulares pelo técnico Guilherme Alves. Com 30 minutos de jogo, os dois já haviam saído de campo com o rompimento dos ligamentos. “Fui subir numa bola de lateral e cai só com a perna direita no chão. Aí o joelho deu aquele ‘chicote’ na hora, a chuteira travou no chão e tive o rompimento”, lembrou o zagueiro, que se machucou aos três minutos e foi substituído imediatamente pelo defensor Marcos Vinícius.

“Eu estava de costas para o marcador, fui receber uma bola do nosso lateral e quando fui dominar o jogador adversário chegou numa entrada forte, dando uma pancada na parte de trás do joelho. Fui atendido e com o sangue quente voltei para campo. Logo em seguida fui mudar de direção para roubar a bola do lateral e quando virei o meu corpo o joelho não acompanhou o movimento e travou. Ouvi três estalos e muita dor e aí não deu mais para continuar em campo”, explicou Wellington, substituído aos 27 minutos da etapa inicial pelo atacante Léo Bahia.

Os dois disseram que todo esse período sem jogar foi bastante difícil. “Muito doloroso na verdade, até porque foi criada uma grande expectativa sobre minha vinda ao Marília. Comissão técnica e diretora estavam muito felizes pelos meus treinamentos e uma contusão dessas de primeiro momento foi triste ao extremo. Porém, depois tudo passou e o pensamento foi fazer logo a cirurgia, recuperar e voltar melhor do que antes”, citou Victor Souza, de 28 anos.

“Gostaria muito de ter jogado e feito parte de tudo que aconteceu no MAC (vice da Copa Paulista), mas todo esse período parado foi tranquilo. Não me desesperei e nem fiquei triste. Desde o início Deus tem me dado uma paz e uma alegria realmente inexplicável. Por ser minha primeira lesão eu imaginei que ficaria muito mal. Agora estou focado em recuperar e ficar 100%, isso acontece com qualquer atleta e a gente precisa passar por esse processo da melhor forma”, finalizou Wellington.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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