Confira os estudos e pesquisas publicados pelo WWF-Brasil em 2019

O WWF-Brasil acredita na geração de conhecimento e na produção científica como instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável e da conservação ambiental.

Por isso, trabalhamos juntos a alguns dos maiores pesquisadores do mundo para compreender melhor e identificar soluções para algumas das questões ambientais brasileiras. 2019 não foi diferente. Que tal dar uma olhada no que produzimos nos últimos meses?

Em março, publicamos na revista científica Water/PDMI uma pesquisa mostrando que, desde 1980, a Amazônia perdeu cerca de 350 quilômetros quadrados por ano de superfície aquática –causando prejuízos incalculáveis para (mas não só) várzeas, mangues e demais área alagáveis. Desmatamento, obras de infraestrutura e mudanças climáticas são alguns dos causadores desta grande perda.

Benefícios climáticos
Em abril, o artigo Securing the Climate Benefits of Stable Forests, que contou com cientistas da Rede WWF entre seus autores, trouxe um alerta importante: enquanto todos os olhos estão voltados para áreas degradadas e ameaçadas pelo desmatamento, pouco se fala e se conhece sobre as “florestas estáveis” –aquela florestas íntegras e saudáveis que, ainda hoje, são alvo de poucos estudos, mas representam importantes estoques de carbono e biodiversidade.

No artigo, os cientistas argumentam que elas oferecem vários benefícios climáticos para o planeta: mas eles são pouco conhecidos e pesquisados. É preciso planejamento e financiamento para mudar isso e termos dados mais completos sobre as florestas do mundo.

Rios íntegros
Em maio, o WWF-Brasil integrou um grupo de ambientalistas e pesquisadores que publicou na prestigiada revista Nature um mapa global dos grandes trechos de rios que ainda permanecem livres de interferências, como rios íntegros e saudáveis –e que proporcionam os maiores serviços e benefícios socioambientais ao planeta.

O estudo mostrou que apenas 35% dos rios do mundo ainda podem ser considerados “rios livres”. Além da Amazônia, apenas regiões isoladas do Ártico e do Congo ainda possuem rios que podem ser enquadrados nesta categoria.

A revista Marine Ecology publicou, também em maio, outro produto do trabalho do WWF-Brasil e parceiros. Num completo e abrangente artigo, diversos pesquisadores fizeram análises sobre a situação das áreas protegidas costeiras e marinhas do Brasil. Gestão, desafios, financiamento e participação social foram alguns dos assuntos analisados. Além disso, os cientistas propuseram um plano de ações, para os próximos 15 anos, para aumentar a proteção dessas áreas.

Drones
Em outubro, um estudo publicado na revista Oryx – The International Journal of Conservation, da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, confirmou e reforçou as vantagens de monitorar populações de botos com drones em rios estreitos da Amazônia – trabalho que o WWF-Brasil vem fazendo desde 2016.

E finalmente, em dezembro, um estudo sobre a concentração de mercúrio em duas espécies de botos nas bacias do rio Amazonas e Orinoco foi publicado na revista EcoHealth. Ele mostrou que esses animais são importantes bioindicadores para monitorar a contaminação dos rios amazônicos, especialmente pela mineração artesanal e industrial de ouro.

Importãncia das ONGs
A Gerente de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano, reforçou a importância da relação entre a sociedade civil, pesquisadores e tomadores de decisão para que o país siga num rumo de crescimento ambientalmente sustentável e socialmente justo.

“A atuação do WWF-Brasil está fortemente baseada em ciência e informações técnicas, além dos conhecimentos das populações e comunidades locais. A sociedade civil tem um papel importante no planejamento de paisagens, como articulador, fonte e gerador de conhecimento. Por meio de estudos, planos e documentos técnicos, fomentamos o uso sustentável do ambiente e a otimização de investimentos em conservação ambiental”, afirmou Mariana.

Além dos artigos científicos, o WWF-Brasil e seus parceiros produziram uma gama enorme de publicações e materiais técnicos, que estão disponíveis para acesso público e gratuito em nossa biblioteca virtual.

FONTE : WWF BRASIL

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