Covas e Boulos repetem estratégias em 1º debate em canal aberto de TV

Os candidatos à prefeitura de São Paulo Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol) participaram na noite dessa 5ª feira (19.nov.2020) do 1º debate em canal aberto do 2º turno. O encontro, promovido pela Band, foi marcado pela repetição de estratégias e ataques.

Boulos disse mais uma vez que sua candidatura representa uma “onda de esperança”. Covas rebateu: “não estamos aqui para vender ilusões”. O tucano voltou a chamar o adversário de “engenheiro de obra pronta” e ressaltou os anos que têm de experiência como gestor público.

O candidato do Psol criticou a gestão pandemia feita pelo tucano. “A cidade tem quase 8.000 agentes de saúde, que poderiam ter sido usado para fazer a testagem [em massa]“, falou Boulos. “São Paulo não fez a lição de casa. Segundo ele, João Doria (PSDB), governador de São Paulo e aliado de Covas, politizou a vacina.

Covas respondeu que não há testes disponíveis no mercado para toda a população. Argumentou que todos os paulistanos que buscaram atendimentos foram tratados.

Boulos questionou a suspeita de que Ricardo Nunes (MDB-SP), vice de Covas, tenha usado verba da prefeitura para pagar empresas investigadas na máfia das creches. “O Bruno bota a mão no fogo [pelo vice], mas você não precisa botar junto”, disse.

Meu vice Ricardo Nunes não apenas não tem um processo no judiciário, como não há nenhum indício que haja casos de corrupção”, respondeu Covas.

APOIOS

O atual prefeito buscou associar o adversário ao ex-prefeito Fernando Haddad (PT). O PT declarou apoio a Boulos no 2º turno. O tucano disse que o candidato do Psol queria “retroceder para o jeito de governar do PT”. Segundo Covas, o PSDB herdou a cidade com 1 rombo orçamentário.

Você não recebeu a prefeitura com rombo, o [Fernando] Haddad deixou pra você R$ 5,5 bilhões (…) em caixa”, rebateu Boulos. Segundo Relatório Anual de Fiscalização de 2016, publicado pelo TCM (Tribunal de Contas do Município), ao terminar a gestão como prefeito, Haddad deixou R$ 5,3 bilhões no caixa da prefeitura da capital paulista.

Boulos, por sua vez, falou da ligação de Covas com Doria e com o presidente Jair Bolsonaro. “Acho que o Bruno Covas se envergonha dos apoios que tem. Passou o 1º turno escondendo o Doria e agora quer esconder o Bolsonaro”, falou.

De acordo com o candidato do Psol, a ligação com Bolsonaro fica clara com o apoio de Celso Russomanno (Republicanos), que teve o suporte do presidente no 1º turno, ao tucano.

Ao responder, o atual prefeito ressaltou que recebeu apoio de pessoas que “se decepcionaram com ele [Bolsonaro]”, referindo-se a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). “Ninguém é dono de voto na cidade, o dono do voto é o eleitor”, disse.

FONTE : MSN BRASIL

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