Criptomoedas crescem entre investidores do Reino Unido e são consideradas alternativa a investimentos tradicionais, mostra pesquisa

Mais investidores têm hoje criptomoedas em suas carteiras de investimento e menos pessoas consideram a aplicação uma simples aposta. É o que mostra estudo feito pelo órgão regulador financeiro do Reino Unido, o Financial Conduct Authority (FCA).

De acordo com o levantamento, cerca de 2,3 milhões de adultos no Reino Unido têm hoje criptoativos entre seus investimentos, um aumento de 21% frente o encontrado no último ano. O país conta com cerca de 52 milhões de habitantes.

Além disso, 78% já escutaram falar sobre criptomoedas, alta de 73% em relação ao registrado um ano antes.

A pesquisa também mostrou que algumas atitudes em relação às moedas digitais têm mudado, com uma maior normalização do produto. Hoje, 38% consideram a aplicação uma aposta, quando listados os motivos para a compra, abaixo dos 47% no ano anterior.

Ao mesmo tempo, mais pessoas veem as moedas digitais como uma alternativa ou complemento aos investimentos tradicionais, com metade dos investidores afirmando que pretende investir mais na classe.

Por mais que o número de pessoas familiarizadas com as criptomoedas tenha aumentado no período, o entendimento sobre o produto tem caído, sugerindo que alguns investidores não entendem completamente o que estão comprando. Segundo a FCA, 58% reconheceram que não têm um entendimento completo sobre o ativo nem sobre o funcionamento da tecnologia.

Cripto nas carteiras

Com uma intenção maior de comprar e em meio ao aumento dos preços das moedas digitais, o volume médio de criptoativos nas carteiras de adultos no Reino Unido aumentou de 260 libras para 300 libras no último ano.

O preço do Bitcoin, por exemplo, subiu de US$ 7 mil, ao fim de 2019, para cerca de US$ 30 mil em dezembro de 2020. No início deste ano, a moeda digital estava sendo negociada a US$ 41 mil.

O perfil de investidores, contudo, não mudou substancialmente – o público permanece concentrado em homens com mais de 35 anos e de classes sociais mais altas (A e B), aponta a pesquisa.

Entre as moedas preferidas, 66% detinham Bitcoin. Na sequência, apareciam Ethereum (35%), Litecoin (21%), XRP/Ripple (18%) e Bitcoin Cash (15%).

Para guardar as moedas, 59% utilizam a mesma corretora de criptomoedas (exchange) na qual comprou. Daqueles que mudaram de destino, 24% foram para carteiras digitais, enquanto 22% para carteiras de hardware.

Por que compram e como usam?

Entre os principais motivos pelos quais os investidores compram criptomoedas, 30% disseram estar montando um portfólio diversificado – aumento de 5 pontos percentuais ante 2020.

A pesquisa mostra ainda que 29% dos investidores de cripto costumam checar o desempenho de suas moedas todos os dias, um aumento em relação aos 13% no ano passado.

Entre possíveis explicações para uma checagem frequente, a FCA cita o aumento de volatilidade do mercado ou mudanças por conta de oferta e demanda.

Ainda de acordo com o levantamento, 59% dos investidores de criptomoedas nunca venderam suas posições. Outros 29% realizaram trocas entre moedas e 27% usaram as moedas digitais para comprar bens ou serviços.

A pesquisa “Cryptoasset Consumer Research 2021”, foi realizada pela Financial Conduct Authority (FCA) entre os dias 5 e 24 de janeiro de 2021, com mais de três mil pessoas consultadas de forma online.

FONTE:INFOMONEY

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