CSN religa alto forno, CVC conclui reestruturação de R$ 1,5 bi em dívidas, Copasa paga dividendo de R$ 6,4 por ação e mais

A Companhia Siderúrgica Natural anunciou na quinta-feira que religou o alto-forno de Volta Redonda (RJ), com o objetivo de atender a alta da demanda do mercado por ferro gusa.

A CVC Brasil informou os detalhes da reestruturação de sua dívida por emissão de debêntures no valor de R$ 1,5 bilhão. Dividendo da Copasa, além do desdobramento das ações da estatal e da Hapvida, o noticiário de recomendações e mais destaques abaixo:

CSN (CSNA3)

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) retomou a produção do seu Alto-Forno 2, que teve sua paralisação temporária definida pela siderúrgica em maio. Este alto-forno tem capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas por ano, e segundo a CSN, a sua retomada “visa adequação da produção à demanda do mercado”.

Além disso, a companhia afirma que continuará monitorando os desdobramentos e eventuais impactos da pandemia de covid-19.

O Credit Suisse afirmou que encara a reativação do alto forno da CSN como um novo sinal de forte demanda no Brasil, e que espera que o cenário se mantenha no Brasil pelos próximos dois trimestres.

CVC Brasil (CVCB3)

A CVC Brasil informou na quinta-feira à noite que restringirá o pagamento de dividendos, exceto o mínimo obrigatório, até 31 de dezembro de 2020, ou até que a razão entre dívida líquida e Ebitda seja igual ou menor do que 3,5.

A CVC Brasil também informou na noite de quinta que concluiu a reestruturação de dívidas oriundas da segunda, da terceira e da quarta emissão pública de debêntures, que têm valor de face em aberto de R$ 1,5 bilhão.

A dívida de curto prazo, relacionada à segunda emissão pública de debêntures, teve prazo alongado por um ano, de 21 de novembro de 2020 para 21 de novembro de 2021.

A empresa diz que pretende pagar 10% do total de dívidas em 23 de novembro de 2020.

No caso da CVCB12, o pagamento será de 57% do total. A amortização ocorrerá mensalmente, a partir de março de 2021, até a data do vencimento.

A terceira emissão pública, CVCB13, terá pagamento de R$ 51 milhões em março de 2021, e o restante em parcelas mensais, a partir de julho de 2021 até a data de vencimento.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil anunciou condições especiais para financiamento de carros híbridos e elétricos no país, em conjunto com o seu portal online de classificados de veículos Webmotors.

O braço de financiamentos da instituição oferecerá taxas a partir de 0,77% ao mês para compras desses carros, com planos de pagamento de 24 a 60 parcelas, informou o banco.

Copasa (CSMG3) 

O conselho administrativo da Copasa aprovou o desdobramento de 1 ação para 3 com o objetivo, segundo a companhia, de tornar a ação mais acessível aos investidores e elevar a liquidez.

Terão direito ao recebimento das ações os detentores de ações em 25 de novembro. Assim, a partir do dia 26, os papéis passam a ser negociadas “ex-desdobramento”.

Além disso, o Conselho aprovou a distribuição de dividendos extraordinários em reunião nesta quinta-feira no valor total de R$ 820 milhões, segundo comunicado. O valor do dividendo por ação será de R$ 6,4876594827. O pagamento será em moeda corrente nacional e deverá ocorrer ainda no exercício social de 2020, disse a empresa.

A data de corte para identificação do direito ao recebimento foi nesta quinta-feira (19). Desse modo, a data de ex-dividendos será essa sexta-feira (20), um dia após a divulgação da ata da AGE da Copasa.

A Copasa também anunciou a aprovação da emissão de até R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações, com os recursos sendo destinados à execução de parte do programa de investimentos da companhia.

Hapvida (HAPV3)

O conselho de administração da Hapvida aprovou o desdobramento das ações na proporção de 1 para 5, com a manutenção do capital social.

As ações passarão a ser negociadas “ex-desdobramento” a partir do dia 25 de novembro. “As ações resultantes do referido desdobramento serão creditadas aos acionistas no dia 27 de novembro de 2020”, comunicou a empresa.

Cielo (CIEL3)

A Cielo comprou a participação de 8,56% que restava na Multidisplay para deter a totalidade do capital social da controlada, com os acionistas minoritários da empresa exercendo a opção de venda de sua participação.

A operação foi aprovada pelo Banco Central (BC). O valor foi de R$ 29,8 milhões.

Ânima (ANIM3)

A Ânima anunciou a compra da startup de tecnologia Medroom, por valor não revelado. A companhia desenvolve soluções de realidade virtual para educação médica.

A companhia afirmou que a Medroom se tornará um dos componentes de uma “plataforma completa de educação médica”.

A empresa também anunciou a criação de um centro de inovação que vai abrigar startups, “além de escolas de mindfulness e de programação”.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras iniciou fase não-vinculante para vender Polo Carmópolis, conjunto de 11 concessões de campos de produção terrestres com instalações integradas localizado em Sergipe, disse a companhia em comunicado.

Potenciais compradores habilitados para essa fase não- vinculante receberão instruções sobre o processo de desinvestimento. O Polo Carmópolis também agrega o Polo Atalaia.

Recomendações

Em destaque entre as recomendações, a AES Tietê (TIET11) foi rebaixada a venda pelo Goldman Sachs, com  preço-alvo R$ 15,10, com preço-alvo de R$ 15,10, o que implica potencial de baixa de 5,3% em relação ao último fechamento.

Já o Santander iniciou a cobertura de Grupo Mateus (GMAT3) como compra, com preço-alvo de R$ 11, o que implica potencial de alta de 27% em relação ao último fechamento.

O Itaú (ITUB4), por sua vez, teve a recomendação elevada de manutenção a compra por HSBC, com preço-alvo de R$ 36, que implica potencial de alta de 25% em relação ao último fechamento. Veja mais recomendações de analistas clicando aqui.

Oi (OIBR3;OIBR4)

Após reunião com o CEO da Oi Rodrigo Abreu e a CFO Camille Faria, o Bradesco BBI divulgou uma série de avaliações e informações sobre a companhia, que passa por recuperação judicial.

A Oi afirmou que o plano de recuperação aprovado não vem sofrendo questionamentos, e que a probabilidade de que passa por mudanças é baixa. A empresa afirmou que pretende concluir a venda de suas operações de telefonia celular até este sábado, 21 de novembro.

Na quarta-feira, o jornal Valor publicou, no entanto, que os bancos Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa buscam na Justiça suspender a venda de ativos da Oi, ou bloquear recursos dessas vendas. No total, a operadora pretende vender cinco grandes blocos de ativos e estima que possa arrecadar R$ 26,9 bilhões.

A Oi afirmou ao Bradesco BBI que espera poupar entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões em gastos administrativos gerais, com o programa de demissão de cerca de 2.000 funcionários.

Além disso, o Bradesco BBI afirma que a Oi vem realizando mais rápido do que o esperado a expansão das redes no modelo “da fibra para o local”, em que a conexão de internet é fornecida por meio de um cabo de fibra óptica que vai do operador até o cliente. É uma internet mais rápida e segura.

A Oi está adicionando 150 mil novos lares ao modelo por mês, um ritmo superior ao de seu plano inicial. O Bradesco atribui o movimento a uma demanda maior por serviços de alta qualidade devido à expansão do home office e das teleaulas como resultado da pandemia. A empresa afirma que conseguiu reduzir o preço de implementação da tecnologia de R$ 1.200 para R$ 900 por local.

A taxa de adesão ao modelo chegou a 22% no terceiro trimestre e deve mirar na faixa de 30% no médio prazo. A Oi atribui 80% da expansão do modelo à inclusão de novos clientes que optam pela nova tecnologia, enquanto apenas 20% da expansão se deve a clientes antigos que migram de modelo.

O Bradesco BBI afirmou que a mensagem geral da Oi foi “bastante positiva”, com destaque para a ampliação do modelo “da fibra para o local”, que deve levar à receita residencial a crescer em 2021.

O banco reafirmou a posição da Oi entre suas top picks (principais recomendações de compra) entre empresas de telecomunicações na América Latina, com uma avaliação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 3,10, alta de 71% frente os R$ 1,81 do fechamento da véspera.

Planos de saúde

Em agosto, a ANS (Agência Nacional de Saúde) decidiu que os ajustes anuais dos planos de saúde deveriam ser suspensos em 2020, devido às dificuldades causadas pela pandemia. Nesta quinta-feira, a empresa afirmou que os ajustes devem ser parcelados em 12 vezes em 2021.

A decisão afeta 20,2 milhões de beneficiários que, em condições normais, teriam tido ajuste em 2020. E 5,3 milhões de beneficiários que teriam ajustes devido à idade. A ANS também estabeleceu que o ajuste máximo deverá ser de 8,4%.

Na avaliação do Bradesco BBI, a decisão anunciada na quinta-feira traz mais certeza para o mercado sobre como o ajuste deverá ocorrer. O banco avaliou a correção de até 8,4% como razoável, e próximo ao observado em períodos anteriores.

Ainda no radar do setor, a empresa focada em planos de saúde Amil pretende vender portifólios de planos de saúde individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, informa o jornal Valor. A negociação envolve os hospitais Paulistano, Caieiras e Sumaré, na cidade de São Paulo, e o hospital Vitória, localizado em Curitiba. A ideia é vender os ativos conjuntamente.

O portfólio a venda representa 370 mil dos 465 mil beneficiários da Amil, ou 80% do total. Representa um lucro operacional de R$ 264 milhões. O banco contratado para viabilizar a operação é o BTG Pactual, que afirma que já conversou com 15 potenciais compradores, mas que a transação não tem avançado.

Segundo fontes consultadas pelo Valor, um ponto negativo dos ativos é a alta sinistralidade, ou seja, o valor gasto por serviços e equipamentos do plano de saúde para cada segurado. No portfólio de São Paulo, que tem 272 mil vidas, a sinistralidade em 2019 foi de entre 91% e 112%. No Rio de Janeiro, que tem 95 mil clientesa faixa foi de entre 78% e 82%. Em Curitiba, com 26 mil vidas, foi de entre 90% e 109%. Isso significa que parte dos negócios é deficitária.

O Bradesco BBI avalia que o negócio não é novidade para o mercado, mas afirma que é interessante saber detalhes da operação. Em sua avaliação, há um número limitado de operadoras com apetite por planos individuais de saúde.

FONTE : INFOMONEY

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