Distribuidoras enfrentam redução do estoque de gás de cozinha

Desde que foi anunciado o confinamento da população como medidas de contenção a transmissão do Coronavírus, aumentou a corrida às distribuidoras de gás de cozinha em todo Estado. Em Marília alguns distribuidores afirmam que tem recebido 30% menos botijões e quando chega, acaba rapidamente.

Flávia Larissa Cândido Micheline Paulo, proprietária da Sermag, afirma que não está recebendo mais a mesma quantidade de botijões. “Não estamos recebendo a mesma quantidade de antes.  Reduziram a entrega e agora estamos recebendo 30% menos botijões. Em Vera Cruz e Garça as pessoas estão procurando e não encontram”, disse.

Ela explica que na primeira semana do isolamento social proposto pelo governo, houve aumento muito grande nas vendas, mas desde a última quinta-feira a quantidade de botijões recebidos diminuiu. “É uma situação difícil, estamos trabalhando, tomando todas as medidas de higiene, percebemos que os clientes estão com medo”, disse.

José Cláudio Ribeiro da Silva, proprietário da Nova Gás, na zona Sul de Marília, disse que a situação está complicada. “Não está vindo a quantidade de botijões que recebíamos antes. Esta semana reduziram em 30% a quantidade que recebemos. Ontem (sexta)acabou  e hoje não tenho”.

Segundo ele, a distribuidora em Paulínea está parada com muitos caminhões aguardando a chegada de gás. “Ninguém esperava que iria reduzir a quantidade de gás. Na segunda-feira devemos receber um pouco e na mesma hora que chega acaba”.

Na última quarta-feira, motoristas que fazem o transporte de gás de cozinha enfrentaram  filas em frente a distribuidora de Paulínea, abastecida pela Replan, maior refinaria da Petrobrpas. Os motoristas reclamaram do fracionamento da carga.

A falta de botijões de gás vem ocorrendo em várias cidades do Estado e a Petrobrás informou que a situação deve normalizar na próxima semana com a chegada de navios petroleiros para atender as distribuidoras.

O Procon de São Paulo orienta o consumidor a denunciar possível abuso de preços na venda do botijão de gás que tem preço médio de R$ 65 e R$ 5. O Procon informa que não haverá desabastecimento e que a população não deve estocar produtos alimentícios e nem botijões de gás.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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