Entidades se mobilizam para greve geral na próxima sexta-feira

Cerca de 20 sindicatos e grupos da sociedade civil organizada estão mobilizados para promover a greve geral convocada pelas principais centrais sindicais do país na próxima sexta-feira, dia 14, a partir das 16h30. Em Marília a concentração vai ser na avenida Brasil, ao lado do Terminal Urbano.

Reunião realizada com a presença de vários sindicatos e entidades de Marília, definiu as estratégias de divulgação e conscientização da população sobre a paralisação. O encontro foi na sede do Sinsprev, no Bairro Fragata e ficou definida a realização de panfletagens em locais de grande concentração, circulação de carro de som com informações sobre o movimento, que se posiciona contra a Reforma da Previdência, que vai tirar direitos dos trabalhadores.

Juvenal de Aguiar, da Apeoesp (Sindicato dos Professores) de Marília, destacou que o movimento é contra a reforma que vai beneficiar apenas os grandes banqueiros e vai trazer graves prejuízos aos professores. “Nós já analisamos a proposta que estão querendo aprovar e os grandes beneficiados são os donos de bancos. Os professores mais uma vez serão prejudicados, com aumento do tempo de contribuição e aposentadoria tardia com valor abaixo do ideal para sobrevivência”, declarou.

Jair Pinheiro representou a Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp) e apontou que é preciso articular o apoio de todos os segmentos da sociedade em defesa da educação, contra a reforma e o desmonte de direitos que o Governo Federal está promovendo. “Dessa forma estamos colaborando para fortalecer a luta e garantir que no dia 14 seja efetivamente uma greve geral para mostrar ao governo e às classes dominantes que os trabalhadores não aceitarão nenhum direito a menos”, disse.

Bruna Marcelino, vice-presidente do Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Marília) há algum tempo estamos nos reunindo com os trabalhadores em geral, com os sindicato e com os partidos, porque precisamos nos unir em torno dessa mobilização. “Temos de enfrentar essa proposta de Reforma da Previdência que é mais um ataque a classe trabalhadora no Brasil. Em Marília fizemos várias reuniões e observamos que a situação do nosso Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília) é um reflexo do regime geral. Então, nós participamos dessa frente ampla e chamando os trabalhadores para a Greve Geral do dia 14 e junto aos servidores estamos fazendo um esforço grande de mobilização, visitando os setores e tratando as questões referentes a falta de informação”, explicou.

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