Especialista diz que terremoto em Osaka pode ser apenas uma “faísca”

O terremoto de magnitude 6,1 ocorrido em Osaka, na manhã da última segunda-feira (18), parece ter sido provocado pelo movimento simultâneo de falhas subterrâneas, disseram especialistas ao jornal Mainichi.
O número de mortes subiu para cinco, após o corpo de um homem de 66 anos ter sido encontrado em sua casa, em Takatsuki, uma das cidades mais afetadas pelo tremor.
A emissora NHK informou que quase 400 pessoas ficaram feridas em Osaka, Quioto, Hyogo, Shiga, Nara e Mie.
“Nessa área, a pressão geológica se acumula facilmente no subsolo”, destacou Takuya Nishimura, professor associado da Universidade de Quioto, especializado em geodésia.
Segundo ele, um movimento horizontal leste-oeste ocorreu em uma falha, enquanto em outra falha houve um deslizamento inverso que se deslocou no espaço vertical.
O epicentro do terremoto foi registrado ao sul da falha ativa de Arima-Takatsuki (cerca de 55 quilômetros de comprimento), que corre de leste a oeste na região norte de Osaka.
Acredita-se que a porção leste da falha de Arima-Takatsuki teve atividades três vezes nos últimos 3.000 anos. Em 1596, a área foi abalada pelo terremoto Keicho Fushimi, com magnitude estimada de 7,5 graus.
“Terremotos de magnitude 6 podem ocorrer em todo o Japão, mas especialmente na região de Kansai (onde fica Osaka) não é nenhuma surpresa”, diz Nishimura.
O professor da Universidade de Tohoku, Shinji Tooda, também pediu cautela em Osaka. Ele citou o exemplo do terremoto de 2016 em Kumamoto, onde um tremor com intensidade de 7 graus na escala japonesa foi seguido por outro mais forte ainda, dois dias depois.
“Este terremoto (de Osaka) poderia ser a faísca para novas atividades ao longo de outras falhas subterrâneas na área”, disse ele.
FONTE : ALTERNATIVA ON LINE

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