Festival das Cerejeiras Bunkyos registra aumento de público e coordenador aprova ‘experiência’

Realizado pela primeira vez em dois finais de semana (6, 7, 13 e 14) de julho, o Festival das Cerejeiras Bunkyos – Sakura Matsuri – recebeu um público estimado entre 25 e 30 mil visitantes por Celso Mizumoto, um dos coordenadores ao lado de Kenji Kiyohara. Segundo ele, que classificou a experiência como “boa”, o primeiro final de semana (6 e 7) foi prejudicado por causa do frio. Conforme apurou a reportagem do Jornal Nippak, que esteve no local no sábado, dia 13, os termômetros chegaram a registrar um grau negativo.
“Já a presença de público no segundo final de semana foi muito boa. Se por um lado o frio afugentou as pessoas no primeiro final de semana, por outro acelerou a florada e os visitantes puderam apreciar a beleza não só dos pés de Okinawa como também de Himalaia, cuja florada costuma demorar mais”, destacou Mizumoto, afirmando que, pelos números do estacionamento, o evento recebeu aproximadamente seis mil carros. “Já em relação às excursões não temos controle, mas acreditamos que recebemos pelo menos cerca de cem ônibus”, diz Mizumoto, que destacou a parceria com a Prefeitura de São Roque que incluiu o Sakura Matsuri na Rota do Vinho. “Hoje, as Vinícolas Góes e Quinta do Olivardo são nossas parceiras”, observa.
Quanto à parte financeira, apesar de ainda não estar a par da contabilidade e “nem ter conversado com o pessoal da praça de alimentação”, Celso Mizumoto acredita que o resultado também deve ter sido positivo.
“Isso porque tivemos um aumento de público de cerca de 15% em relação ao ano passado, quando o Festival foi realizado em três dias, aproveitando o feriado do Dia da Revolução Constitucionalista. Acredito que se voltarmos para um único final de semana teremos novamente problemas com o congestionamento. Com essa experiência, ficou provado que vale a pena fazermos em dois finais de semana”, conta Mizumoto, deixando claro que se trata de sua opinião pessoal.

O Pavilhão Multiuso Kazuo Harasawa em fase de construção (Aldo Shiguti)

Pavilhão – “O público do Sakura Matsuri já vinha aumentando ano a ano e temos que realizar um evento que atenda as expectativas do nosso público. Ou seja, acho que não é só ganhar dinheiro. É ganhar dinheiro mas também fazer com que todos se sintam bem”, explica Mizumoto, admitindo que “gostaríamos que as obras do Pavilhão Kazuo Harasawa [espaço multiuso considerado o principal legado dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Braasil] estivessem mais adiantadas”.
“Gostaríamos que parte da estrutura já pudesse ser usada pelo público, mas infelizmente não deu. Não sei se os visitantes perceberam, mas as baixas temperaturas e a chuva do primeiro final de semana prejudicaram um pouco pois as obras ainda estão em andamento. Mas quando o Pavilhão estiver pronto será outra história”, assegura Mizumoto, que fez questão de elogiar o público que frequenta o Sakura Matsuri. “Embora o evento seja realizado ao ar livre e em ambiente natural, você quase não vê lixo jogado no chão”, destaca.
O público que visitou o Centro Esportivo Kokushikan Daigaku teve oportunidade de conferir uma série de atrações, como a Ciranda Cultural, Praça dos Bazaristas, Praça de Alimentação com pratos típicos japoneses e da culinária de vários países, o Concurso Bunkyo de Fotografias e uma exposição fotográfica especial registrando as comemorações das entidades nikkeis da região relacionadas aos 110 anos da imigração japonesa.

Diretoria do Bunkyo, representantes de entidades nikkeis e autoridades locais durante cerimônia de abertura do 23º Festival das Cerejeiras Bunkyos (Aldo Shiguti)

Abertura – Por causa do Festival do Japão – realizado pelo Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) nos dias 5, 6 e 7, no São Paulo Expo, a cerimônia de abertura do Sakura Matsuri foi realizado no dia 13, segundo sábado do evento. Estiveram presentes praticamente toda a Diretoria do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) – inclusive o presidente Renato Ishikawa e a ex-presidente, Harumi Goya – o cônsul Kenji Iwashima, o prefeito de São Roque, Cláudio Góes, o vereador do município, Etelvino Nogueira; o presidente da Comissão de Administração do Centro Esportivo Kokushikan Daigaku, Valter Sassaki; o presidente do Comitê Executivo da Comissão para Comemoração dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, Yoshiharu Kikuchi; o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, André Korosue; o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio; o representante da Honda, Euclides Araújo e familiares de Kazuo Harasawa, além de dirigentes das associações co-realizadoras – Associação Cultural e Esportiva de Vargem Grande Paulista, Associação Cultural de Mairinque, Associação Mallet Golf Kokushikan e Cotia Seinen Renraku Kyoguikai.

Renato Ishikawa (Aldo Shiguti)

Nova cara – Abrindo a série de discursos, Renato Ishikawa lembrou que o Sakura Matsuri é um evento “especial” dentro do calendário de atividades do Bunkyo, “não só pela beleza da florada mas também pelo apoio que recebemos dos voluntários”, e destacou ainda o importante apoio da Prefeitura de São Roque, do governo japonês (através do Consulado Geral do Japão em São Paulo) e do vereador Etelvino Nogueira, que colabora com o Sakura Matsuri desde a primeira edição, e a construção do Pavilhão 1 do Projeto de Sustentabilidade do Kokushikan.

Valter Sassaki (Aldo Shiguti)

Já Valter Sassaki enalteceu o empenho de Yoshiharu Kikuchi e dos familiares de Kazuo Harasawa que, conforme divulgado, contribuíram com 1 milhão para a construção do Pavilhão. Sassaki explicou que, quando estiver pronto, o pavilhão multiuso de eventos, com capacidade para receber 300 pessoas, será uma importante referência para São Roque e região.

Etelvino Nogueira (Aldo Shiguti)

Já para o vereador Etelvino Nogueira, o Sakura Matsuri está dando “uma nova cara para região”. “Nos últimos anos temos percebido um aumento muito grande não só de turistas como também de novos moradores que procuram a região atraídos pelo Festival das Cerejeiras”, afirmou.

O prefeito Cláudio Góes (Aldo Shiguti)

Turismo – Por fim, o prefeito Cláudio Góes destacou a importância do Sakura Matsuri para São Roque. “Para nós, o Festival representa turismo, representa gente chegando e mais pessoas para conhecer nossa região. São Roque tem muitas atrações, algumas delas até históricas – como o vinho e a alcachofra, mas o Sakura Matsuri hoje já faz parte do nosso calendário e com isso a gente traz mais pessoas para conhecer a cidade. Não tem como a gente não apoiar e ficarmos felizes em receber um evento deste porte”, disse Góes, que destacou ainda os investimentos na infraestrutura. “São Roque é uma estância turistica e nós temos lutado muito por infraestrutura. Acho que a cidade tem obrigação de fazer um esforço para que a estrutura se mantenha e para que as atividades econômicas sejam autosustentáveis”, disse ele ao Jornal Nippak.

Cônsul Kenji Iwashima (Aldo Shiguti)
Euclides Araújo (Aldo Shiguti)

FONTE : JORNAL NIPPAK

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