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Terminou às 23h59 desta quarta-feira (15) o prazo para que os partidos políticos atualizassem suas listas de filiados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a tempo de que seus membros possam obter registros de candidatura para cargos eletivos a vereador(a) e prefeito(a) nas Eleições 2020 – agendadas, por enquanto, para outubro, apesar da pandemia do novo coronavírus.Ainda que qualquer uma das 33 legendas não tenha feito nenhum comunicado oficial por meio de sistema eletrônico próprio, o processamento de dados do TSE fará atualização automática. Eventuais duplicidades de filiação serão analisadas entre esta quinta (16) e a próxima quarta-feira (22) – a divulgação das listas será na sexta (24).

Qualquer cidadão, filiado ou não, pode consultar a relação nominal de todos os partidos pelo site do TSE. Basta identificar o partido, a unidade federativa (estado), o município e a zona eleitoral. O acesso, no entanto, somente estará disponível a partir da próxima quinta-feira (23).

Fora do ar: consulta de filiações só estará disponível no site do TSE a partir da próxima quinta (23)

FINANCIAMENTOS COLETIVOS

Os filiados que pretendem disputar as Eleições 2020 agora precisam ficar atentos ao Calendário Eleitoral. A partir de 15 de maio, por exemplo, todos os pré-candidatos podem iniciar arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamentos coletivos.O modelo mais recente é o das crowdfundings. São as ‘vaquinhas virtuais’, pelas quais os pré-candidatos podem arrecadar fundos para campanha. O serviço é oferecido por plataformas digitais ou empresas habilitadas pelo TSE. Nem todas, no entanto, são confiáveis. Em 2018, metade não cumpriu as regras segundo revelou o Congresso Em Foco. Não se arrisque: qualquer omissão pode acarretar em reprovação das contas de campanha.

Os recursos arrecadados virtualmente somente serão liberados após apresentação do registro de candidatura à Justiça Eleitoral, no começo do segundo semestre. Somente pessoas físicas podem fazer doações, cujo valor não deve ultrapassar 10% dos rendimentos brutos verificados em 2019.

MÃO NO BOLSO

O financiamento coletivo é uma das novidades da reforma eleitoral de 2017. Outras fontes legais de recursos disponíveis às candidaturas para as Eleições 2020 são os Fundos (Partidário e o Especial para Financiamento de Campanhas [FEFC]) e, inclusive, o próprio bolso – desde que não ultrapasse 10% dos rendimentos brutos ou ultrapasse dez salários mínimos (R$ 10.450, pela referência atual).

Segundo as cifras oficiais, divulgadas pelo TSE, os vereadores eleitos em Marília nas Eleições 2016 desembolsaram, juntos, R$ 190.356,73. O valor corresponde a 61,63% das despesas declaradas naquela campanha. Confira abaixo o quanto vereador gastou:

O investimento pessoal, ainda segundo os números do TSE, foi maior entre os candidatos à Prefeitura de Marília. Dos R$ 1.794.685,77 declarados como despesas, R$ 1.199.125,98 (66,91%) foram oriundos de “recursos próprios”. Confira abaixo quanto gastou cada candidato:

CUSTO POR VOTO

O maior investimento nem sempre é garantia de vitória nas urnas como se pôde observar nas últimas eleições em Marília. No Legislativo, a variação entre a campanha mais barata declarada de Evandro Galete (eleito pelo Podemos e agora no PSDB) e a mais cara, de Mário Coraíni Junior (PTB), foi de 2.234%.

Na prática, o desembolso de cada um foi muito distante do ponto de vista financeiro para alcançar cada um dos eleitores que os elegeram. Confira abaixo o custo por voto de cada vereador eleito em 2016, considerando as regras eleitorais vigentes na ocasião:

Dos cinco vereadores que mais investiram em suas campanhas nas Eleições 2016, três ficaram entre os cinco mais votados. Danilo da Saúde (PSB) registrou campanha histórica no Legislativo mariliense com 3.831 votos. Mário Coraíni Junior (PTB) chegou ao quinto mandato com 2.632 votos e Luiz Eduardo Nardi (ex-PL, agora Podemos), ao terceiro, com 2.506.

Entre eles, também reelegeram-se, com investimentos bem mais modestos, os vereadores Delegado Wilson Damasceno (PSDB), em segundo lugar, para um terceiro mandato, com 3.790 votos; e Cícero do Ceasa (ex-PV, agora PL), em terceiro, para sua segunda legislatura, com 2.810.

FONTE : BLOG DO RODRIGO (COM PERMISSÃO)

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