“FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS”: CAMPANHA DA IGREJA CATÓLICA RESSALTA A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Ao contrário do que possa parecer não vamos falar propriamente de religião neste artigo. O assunto mais uma vez é política, ou melhor, a importância do envolvimento dos diversos segmentos da sociedade nas questões que interferem diretamente na vida de TODOS e são pautadas pela gestão dos recursos públicos.

Em outubro de 2019 a Matra (Marília Transparente) vai completar 13 anos de defesa da transparência e da boa aplicação dos recursos públicos em Marília. Em artigos anteriores já enumeramos as diversas (e foram muitas) conquistas obtidas ao longo desse período e que, certamente, resultaram em melhorias na qualidade de vida da população.

Mas às vezes parece que estamos “enxugando gelo” (já falamos sobre isso também em outras oportunidades), por isso é importante que cada vez mais as pessoas se interessem pela coisa pública, que queiram saber onde e como está sendo investido o dinheiro proveniente dos impostos pagos por cada um de nós e ajude a fiscalizar a aplicação desses recursos.

É neste sentido que destacamos a importante iniciativa da Campanha da fraternidade deste ano que, de acordo com um texto publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem o objetivo de estimular a participação social em Políticas Públicas para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.

Em outro texto publicado sobre o assunto, Dom Rodolfo Luís Weber, Arcebispo de Passo Fundo, afirma: “É fundamental distinguir entre Políticas Públicas de políticas de governo. Diante da urgência dos problemas deseja-se soluções imediatas e pontuais, que são necessárias, mas não suficientes. Segundo ele o parágrafo 8 do texto-base da Campanha da Fraternidade explica que Políticas Públicas são o cuidado do todo realizado pelo Governo ou pelo Estado, aquelas ações discutidas, decididas, programadas e executadas em favor de todos os membros da sociedade. São ações de governo ou ações de Estado”. Quando de governo, ligado a um determinado executor, são temporárias. Mas as políticas de Estado são ações permanentes, ligadas à educação, à saúde, à segurança pública, ao saneamento básico, ao meio ambiente e outros. “Elas visam especialmente as pessoas que são empurradas para as margens da sociedade e até excluídas”, conclui o Arcebispo.

Ao trazer o tema para o centro das discussões em 2019, a igreja católica dá uma importante contribuição para toda a sociedade, uma vez que tendemos a não nos interessar por política e esse comportamento extremamente nocivo para a sociedade, acaba por propagar os desmandos por parte de alguns agentes políticos, favorecendo a corrupção.

Por outro lado, quando nos debruçamos sobre a questão e participamos ativamente das discussões, elaboração e também da fiscalização da execução das políticas públicas desenvolvidas em nossa cidade, estado ou país, damos a nossa contribuição como cidadãos e ajudamos a fazer com que essas decisões sejam mesmo tomadas em benefício do povo.

Em Marília temos o exemplo do trabalho atuante e combativo desenvolvidos por líderes comunitários e membros da sociedade civil organizada como um todo, nos Conselhos Municipais. E aqui destacamos, sem desmerecimento às atividades desenvolvidas pelos demais conselhos, o trabalho desenvolvido atualmente pelo COMUS (Conselho Municipal de Saúde).

Discutir políticas públicas, participar ativamente de conselhos, de organizações como a Matra ou do CODEM (que acaba de ser criado em Marília), não é apenas um direito mas quase que uma obrigação dos cidadãos. Cada um na sua área de atuação tem muito a contribuir para a melhoria da cidade onde vive (e devemos começar por aqui mesmo), seja elaborando propostas ou ajudando no árduo trabalho de fiscalização da aplicação dos recursos públicos.

Que essa campanha da fraternidade desperte em muitas pessoas a vontade de participar ativamente das decisões que influenciam a vida de todos. Vamos ajudar a elaborar POLÍTICAS PÚBLICAS que efetivamente beneficiem o povo e aumentar ainda mais a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos. Venha com a Matra! Porque Marília tem dono: VOCÊ!

FONTE : MATRA

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