Ghosn é indiciado e tem detenção restabelecida

Promotores de Tóquio indiciaram o ex-presidente do conselho administrativo da Nissan Motor, Carlos Ghosn, por deixar de declarar como parte da sua remuneração um valor de dezenas de milhões de dólares. Após descobertas mais recentes, eles o detiveram novamente por alegações similares na declaração de sua remuneração no período dos últimos 3 anos.

Ghosn está sendo mantido em custódia desde 19 de novembro. Os promotores do caso acreditam que o ex-presidente teria omitido dos relatórios financeiros da Nissan parte de sua remuneração, num valor de cerca de 44 milhões de dólares, durante 5 anos, até o final do ano fiscal de 2014.

O ex-diretor-representante da Nissan, Greg Kelly, que foi indiciado por ter sido cúmplice de Ghosn, também teve sua detenção restabelecida após a descoberta dos fatos mais recentes.

Os promotores também indiciaram a própria Nissan Motors no mesmo dia, por envolvimento no caso.

Eles acreditam que Ghosn já teria um esquema planejado para receber, após sua aposentadoria, a diferença entre os montantes declarados e o que lhe foi realmente pago.

Fontes ligadas ao caso declararam que alguns desses documentos foram assinados pelo próprio Ghosn. Há uma suspeita de que o propósito do esquema era evitar possíveis críticas ao exorbitante valor da remuneração paga ao ex-presidente.

As fontes afirmam, ainda, que ambos os acusados negam qualquer infrações, declarando que os pagamentos para o período após a aposentadoria ainda não haviam sido decididos formalmente.

FONTE : NHK PORTUGUÊS 

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