Ibovespa Futuro opera estável após descolar das bolsas internacionais na véspera; vacina e alta das commodities no radar

O Ibovespa Futuro passou a operar estável após abrir em alta nesta quarta-feira (18), enquanto as bolsas internacionais registram leves altas com notícias sobre vacinas ofuscando as preocupações em torno da segunda onda do coronavírus.

Vale destacar que, na véspera, enquanto os mercados internacionais pausaram o rali, o Ibovespa subiu 0,77% e atingiu o maior patamar desde fevereiro, superando os 107 mil pontos em meio a entrada dos estrangeiros em papéis de blue chips como Petrobras e Vale.

Depois das profilaxias desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e Moderna, agora foi a vez da chinesa Coronavac apresentar bons resultados.

Em torno de 97% dos que receberam a dose mais baixa da vacina tiveram produção de resposta imune. O governador de São Paulo, João Doria, disse que o primeiro lote da Coronavac deve chegar ao Instituto Butantan nesta quinta-feira (19). A gestão Doria pretende importar 46 milhões de doses.

Hoje é um dia positivo para as commodities. O petróleo sobe 1,78% a US$ 44,53 o barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – e 1,93% a US$ 42,23 o barril do WTI. Os contratos futuros de minério de ferro fecharam em alta de 1,54% a US$ 130,94 a tonelada na bolsa de Dalian.

Nos últimos pregões, as ações de empresas ligadas a commodities estão servindo como porta de entrada para o capital estrangeiro que volta a passos largos para a nossa Bolsa, movimento que ajuda a valorizar esses papéis, ao mesmo tempo em que aprecia o real.

Às 09h12 (horário de Brasília), o índice futuro para dezembro subia 0,32%, aos 107.705 pontos.

O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava leve variação positiva de 0,05%, a R$ 5,339.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 3,25%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de um ponto-base a 4,85%, o DI para janeiro de 2025 recua dois pontos-base a 6,63% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de dois pontos-base a 7,41%.

O dia no exterior traz a notícia de que milhões de americanos perderam acesso ao seguro-desemprego, enquanto o número de novos casos de coronavírus vai a patamares recordes.

A média de novos casos diários de contaminação pela doença nos últimos sete dias superou 150 mil pela primeira vez na segunda feira, de acordo com análise de dados da rede CNBC a partir de informações sistematizadas pela Universidade Johns Hopkins.

Por outro lado, chamam a atenção números animadores no Japão, que divulgou que as exportações em outubro tiveram queda de apenas 0,2%, um patamar bem abaixo do esperado. A expectativa de economistas ouvidos pela agência internacional Reuters era de que haveria queda de 4,5%. As exportações foram impulsionados por demanda de carros pela China e pelos Estados Unidos.

Agenda de reformas

O mercado monitora possível retomada da votações no Congresso após as eleições de domingo, embora as reformas de maior peso devam ficar para após o 2º turno ou 2021. Um dos itens da sessão do Plenário da Câmara, marcada para quarta-feira, seria o chamada projeto da BR do Mar, de incentivo à navegação de cabotagem, que está trancando a pauta, segundo informações da Agência Câmara.

Contudo, os líderes do Congresso definiram nesta terça-feira a pauta de votações das próximas semanas e decidiram deixar para depois do segundo turno das eleições o debate sobre projetos importantes da agenda econômica, como o projeto que trata da revisão do Regime de Recuperação Fiscal, destaca o jornal O Globo.

4. Alta dos casos de coronavírus

Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que o Instituto Butantan deve receber o primeiro lote da vacina Coronavac, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, na próxima quinta-feira, um dia antes do prazo previsto.

“E a vacina do Butantan, a Coronavac, ela chega agora, nesta quinta-feira, chega já o primeiro lote das vacinas. Ela virá em lotes, pronta do laboratório Sinovac, e depois nós produziremos aqui, no próprio Butantan, para os brasileiros de São Paulo e brasileiros de todo o país, isso se o Ministério da Saúde entender, como deveria, que a vacina é para todos. Aliás, essa é a nossa defesa”, afirmou Doria ao programa Passando a Limpo.

Vale destacar que, com a alta nos casos de Covid no Brasil, especialistas já discutem retomada de medidas de isolamento, conforme destaca o jornal o Globo. Estados de todas as regiões do país, como Rio, São Paulo, Mato Grosso, Acre e Paraná, observam as médias móveis de ocorrências e mortes até triplicarem nos últimos dias.

Na segunda-feira foram registrados 32.262 novos casos no Brasil, e 676 mortes em 24 horas, de acordo com boletim do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel – que representa a média dos dados do dia com os seis anteriores – do número de mortes fechada na segunda-feira atingiu a marca de 557, uma alta de 45% frente o patamar de 15 dias antes. 15 estados apresentam tendência de alta, dentre eles Rio e São Paulo. A média móvel do número de novos casos subiu 71%, a 26.674 por dia.

O rápido aumento pode ter sido influenciado pelas falhas no sistema do Ministério da Saúde, que fez com que dados referentes ao período entre os dias 4 e 10, especialmente de mortes, não fossem contabilizados por alguns estados.

De acordo com o Imperial College de Londres, a taxa média de transmissão por Covid-19 no Brasil foi de 1,1 na semana passada, um crescimento de 0,33. Isso significa que cada cem pessoas contaminadas contaminam outras 110, um patamar próximo àquele de duas semanas atrás.

A adoção de novas medidas de isolamento social pode ser recebida com maior resistência pela população, conforme as festas de fim de ano se aproximam.

Além disso, a cidade de São Paulo registrou aumento de 29,5% nos novos casos de covid-19 em novembro, na comparação entre os primeiros 17 dias de novembro e o mesmo período de outubro. Foram 15.794 casos novos diagnosticados no período de novembro. Apesar disso, houve em novembro queda de 16,2% no número de mortes. Os dados são da Fundação Seade, usados pelo governo estadual para acompanhar a pandemia.

Na terça-feira, o governo do estado publicou um decreto prorrogando a quarentena no estado para ao menos o dia 16 de novembro.

Radar corporativo

Os acionistas da empresa de tecnologia Linx aprovaram, na segunda-feira, por maioria qualificada, a venda da companhia para a Stone.

Na assembleia, foram computados 55,95% votos a favor da proposta da Stone, 20,01% contra e 3,79% abstenções. Com isso, a Stone venceu uma disputa de meses com a Totvs (TOTS3) pela compra do ativo.

A StoneCo elevou na tarde da véspera a sua oferta, com a proposta de pagamento de R$ 33,56 mais 0,0126774 ação classe A da empresa por ação da Linx, em um negócio de aproximadamente R$ 6,7 bilhões.

A BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes, que opera a rede Burger King no Brasil, aprovou preço de R$ 10,80 por ação em sua oferta pública com esforços restritos de distribuição primária de ações. A empresa pretende emitir, nesta quinta-feira (19) 47,250 milhões de ações ordinárias, e aumentar seu capital social em 510,3 milhões. Assim, o capital social da companhia deverá passar a R$ 1.461.968.417,41, dividido em 275.355.447 ações ordinárias.

Sem acordo, a Vale agendou novo audiência sobre Brumadinho para 9 de dezembro.

No radar de resultados, a Cosan divulgou lucro líquido de R$ 222,9 milhões no terceiro trimestre.

FONTE : INFOMONEY

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