Indústria do Brasil recua em 2019 após 2 anos de ganhos com efeito de Brumadinho

A produção industrial do Brasil terminou 2019 com queda acima do esperado em dezembro e fechou 2019 no vermelho, interrompendo dois anos seguidos de ganhos com forte influência das perdas no setor extrativo devido ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

A produção industrial do Brasil terminou 2019 com queda acima do esperado em dezembro e fechou 2019 no vermelho, interrompendo dois anos seguidos de ganhos com forte influência das perdas no setor extrativo devido ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

De acordo com os dados do IBGE, a categoria econômica que registrou as maiores perdas no ano foi Bens Intermediários, de 2,2%, seguido da queda de 0,4% na produção Bens de Capital, uma medida de investimento. O único ganho foi registrado por Bens de Consumo, de 1,1%.

Entre os ramos pesquisados, as indústrias extrativas exerceram a maior influência negativa com queda de 9,7%, pressionadas principalmente pelos efeitos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) em janeiro de 2019.

De acordo com o IBGE, se essa perda do setor extrativo fosse retirada do cálculo, a variação da produção industrial seria de 0,2% no ano.

BENS DE CAPITAL

Mas em dezembro na comparação com o mês anterior, a fabricação de Bens de Capital despencou 8,8%, com os Bens de Consumo caindo 1,4% e os Bens Intermediários subindo apenas 0,1%

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias perderam 4,7% enquanto máquinas e equipamentos tiveram queda de 7,0%.

No ano de 2019, além do rompimento da barragem de Brumadinho, a indústria do Brasil enfrentou altos e baixos, com fraqueza na Argentina, desemprego ainda elevado no Brasil e dificuldades da economia em engrenar com mais força, mas com algum suporte da liberação de saques do FGTS.

“A perda de força e fôlego tem a ver também com o cenário interno e externo. Os setores que mais cresceram em 2019 têm a ver com uma pequena melhora no mercado de trabalho e medidas de estimulo como a liberação do FGTS”, completou Macedo.

“No cenário externo ainda houve um arrefecimento das exportações, em especial para a Argentina.”

A mais recente pesquisa Focus do Banco Central mostra que os economistas esperam retomada da produção da indústria em 2020 com uma alta de 2,21%, chegando a um aumento de 2,5% em 2021.[]

FONTE : REUTERS BRASIL

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