JUSTIÇA INTERROGA ENVOLVIDOS NO PERECIMENTO DE 7 TONELADAS DE CARNE DA MERENDA ESCOLAR

Em audiência realizada terça-feira (17), na Vara da Fazenda Pública de Marília, o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz interrogou os envolvidos na ação que investiga o perecimento de 7 toneladas de carne da merenda escolar. O prefeito Daniel Alonso (PSDB) esteve entre interrogados pela Justiça.

“Estamos na fase de oitivas, posteriormente teremos as provas periciais e a manifestação das partes, antes da sentença”, afirmou o magistrado da Vara da Fazenda Pública de Marília.

O chefe do Executivo de Marília disse que fez de tudo para apurar o ocorrido. “Me lembro que, à época, pedi para a Vigilância Sanitária do Município averiguar as condições da carne e foi então que resolvemos fazer o descarte e iniciar as entregas de carne diretamente de outros fornecedores nas escolas. Abrimos sindicância e apuramos tudo com muito cuidado. Acredito que tenha havido uma queda de energia ou um problema no equipamento (câmara fria)”.

O promotor de Justiça que ofereceu a denúncia à Vara da Fazenda Pública, Oriel da Rocha Queiroz, acompanhou as audiências, bem como os advogados dos envolvidos e a imprensa.

O ex-secretário municipal da Educação, Beto Cavallari e o atual chefe da Pasta, Helter Bochi, também marcaram presença, bem como o chefe de gabinete da Prefeitura, Márcio Spósito, o assessor especial do governo, Alysson Alex Souza e Silva, nutricionistas, representante do CAE (Conselho de Alimentação Escolar) e responsáveis pela Cozinha Piloto.

O Jornal da Manhã apurou que a redução do valor de carne estragada é um fato novo no processo. Isso porque, inicialmente foi levantado o valor do processo licitatório de 2016, para as carnes que seriam utilizadas em escolas da cidade em 2017: aproximadamente R$ 1 milhão. Porém, a Justiça apurou que a quantidade de carne na câmara fria era bem menor, chegando a R$ 120 mil. Este detalhe pode fazer com que o dinheiro devolvido aos cofres públicos, em caso de sentença condenatória, seja bem menor que o apresentado inicialmente.

O juiz da Vara da Fazenda Pública, Walmir Idalêncio dos Santos Cruz não quis precisar uma data para a sentença, mas a expectativa é que a decisão em primeira instância seja publicada no Diário Oficial até o final do primeiro semestre de 2020.

FONTE : MATRA (VIA TV TEM , JM)

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