Kajuru desiste de renunciar ao cargo de senador

O senador Kajuru, que está em seu primeiro mandato, voltou atrás e afirmou em suas redes sociais que não deve renunciar ao cargo para o qual foi eleito. Depois de uma semana polêmica, na qual ele deixou seu partido e xingou seus eleitores durante entrevista, o senador havia anunciado que estudava a renúncia e que a decisão não passaria da próxima segunda-feira. Horas depois, no entanto, ainda na noite de sexta (05), Kajuru afirmou que fica.

“Ouvi meu pai Datena!!! Acrescento senadores Major Olímpio, Plínio Valério e deputados como Elias Vaz!! Aristóteles ensinou: o sábio reflete!! Deus dá o peso somente para aquele que consegue carregar …”, postou em seu Twitter, ao compartilhar postagem do site Jornal Opção. “Não vou renunciar. Porque, se o fizesse, estaria atendendo aos meus adversários e àqueles que, fingindo me apoiar, estão, na verdade, me atacando. Tenho milhares de seguidores e o que estão me atacando são poucos”, declarou o senador ao site.

Na terça-feira, dia 2 de julho, após longa reunião com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira (PE), o Kajuru aceitou o convite para deixar o partido. O presidente da sigla havia publicado uma carta recomendando a saída do senador goiano do partido por conta de suas opiniões em relação ao decreto das armas do Governo Bolsonaro – Kajuru defende o decreto, que foi questionado pelo PSB no Supremo Tribunal Federal.

Dias depois, ao ser questionado pelo site O Corvo do que achava dos eleitores que não concordavam com os seus posicionamentos, Kajuru respondeu com xingamentos. “Não sou obrigado a fazer média com eleitor ignorante. Se ele é ignorante, dane-se ele. Se não entende minha opinião, foda-se ele”, declarou Kajuru. Nesta sexta, porém, ele aliviou o tom e pediu desculpas ao eleitorado no Twitter. “Peço desculpas pela palavra de baixo nível que usei. É que ser covardemente injustiçado dói demais”, escreveu o senador, que logo depois sugeriu estar decepcionado com a reação do eleitorado e revelou a possibilidade de renúncia.

FONTE : CONGRESSO EM FOCO (UOL)

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