Milionário japonês chama de “ridícula” a própria fortuna de US$ 700 milhões

O japonês Tomohiro Ohno não sabia o que fazer da vida assim que se formou em uma Universidade no Japão. Porém, ele tinha a certeza de do que “não queria fazer”, ou seja, trabalhar em uma empresa japonesa tradicional, conforme a maioria dos recém-formados no país.

Então ele fundou a Kudan, uma companhia que foi das primeiras a atuar com realidade aumentada, a qual desenvolve programas para que máquinas enxerguem como seres humanos, usando o que Ohno e outros do ramo chamam de “algoritmos de visão para computadores”.

As ações da Kudan foram listadas na bolsa de Tóquio em dezembro de 2018 e seu valor se multiplicou por seis até o fim de fevereiro. Com isso, a fortuna de Ohno passou de US$ 800 milhões. Embora o preço do papel tenha recuado um pouco, seu valor de mercado é de US$ 1,3 bilhão e Ohno é dono de mais da metade das ações.

O patrimônio líquido dele está na casa de US$ 700 milhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Mas o empreendedor de 49 anos não se deslumbra.

Quantia ridícula

“É uma quantia ridícula”, disse Tomohiro Ohno sobre sua fortuna. “Isso não significa nada. Não estamos visando aumentar o valor de mercado”, disse ele. “Isso não nos impacta, completou o abastado japonês que também é conhecido pelo apelido Tomo.

Embora as pessoas geralmente associem a realidade aumentada ao jogo Pokemon Go (que mostra personagens como se estivessem no mundo real), Ohno explica que a tecnologia vai muito além disso.

“Não tenho nada contra o Pokemon Go”, disse o empreendedor em entrevista realizada em Tóquio. “Mas no fim das contas, ele só mostra o Pikachu no canto da sala.”

A Kudan está desenvolvendo a tecnologia para fins distintos, como programas com os quais os computadores percebem objetos do mundo real em três dimensões. Esse recurso pode ser usado em carros que rodam sem motorista, os chamados veículos autônomos, além de drones e até aspiradores de pó.

A realidade aumentada funciona junto como a inteligência artificial e outras tecnologias para aprimorar experiências autônomas e interativas.

Cérebro e olhos

“A inteligência artificial é o cérebro e nós somos os olhos”, explicou Ohno, que começou a carreira como consultor de gestão, depois foi trabalhar em uma startup em Bristol, no Reino Unido, e então fundou o próprio negócio, comprando e vendendo licenças para jogos de computador.

FONTE : MUNDO NIPO

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