Paralisação nos estaduais chega ao 12º dia e ainda não há uma definição

Hoje (dia 27) completa 12 dias desde que a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou a paralisação das três primeiras divisões do Campeonato Paulista, por conta da pandemia do Coronavírus. Até o momento, a entidade não se pronunciou oficialmente sobre o que irá acontecer com os estaduais, já que ainda não previsão para que o isolamento no País acabe.

Em contato com a reportagem JM, o técnico Guilherme Alves, do Marília Atlético Clube (MAC), disse que até o momento não há nenhuma novidade sobre o futuro do Campeonato Paulista da Série A-3. “O Alysson (Alex Souza, vice-presidente do Alviceleste) tem conversado constantemente com outros dirigentes, para discutir principalmente a questão dos contratados dos atletas, que na sua maioria termina em maio. Acredito que entre 10 e 12 dias, a Federação terá que se pronunciar com uma definição sobre os estaduais”, declarou.

Sobre as possibilidades em relação ao que vai ser definido sobre os estaduais, o treinador maqueano acredita que as competições serão canceladas, sem a definição de campeões, acessos e rebaixamentos. “Eu não sei se é o justo, mas eu penso que se as competições não voltarem, para mim é como se não tivessem acontecido e deveriam em 2021 começar do zero. Deixo bem claro, que essa minha opinião não leva em conta justiça ou não. Só que é estranho definir campeão ou quem sobe e não ter rebaixados, como tenho ouvido de muita gente sobre o assunto”, opinou.

Líder da Série A-3, o Noroeste emitiu uma nota na quarta-feira (25), dizendo que não é a favor de encerrar a competição. “No âmbito esportivo, o Esporte Clube Noroeste afirma que não é a favor do encerramento do Campeonato Paulista da Série A3 neste momento. Esperamos a retomada do estadual o quanto antes, porque nosso objetivo é conquistar o acesso dentro de campo”, diz um trecho do documento.

Já o Rio Preto pede que sejam dadas as duas vagas de acesso para o líder e vice-líder, e que não haja rebaixamento. “A melhor solução é passar a régua, declarar encerrado a competição, proclamando-se, por mérito e competência técnica, Noroeste e São Bernardo, donos das melhores campanhas, como os clubes campeões com acesso legitimamente obtido no campo de jogo. Dessa forma, cancela-se o descenso. Na próxima temporada, jogaria-se o torneio com 18 equipes, das quais quatro clubes seriam rebaixados”, destacou o presidente José Eduardo Rodrigues.

Salários dos atletas – O técnico Guilherme Alves falou que o grande problema será negociar com os jogadores os salários, que se encerram em maio. “É fato que se a competição não voltar e é bem provável que isso aconteça, o MAC e outros clubes da Série A-3 e de outras divisões acima, não terão condições de pagar tudo até o fim dos contratos. Terá que haver negociação e isso não será de maneira fácil. Só para citar um exemplo, o Barcelona propôs uma redução de 70% nesse período de paralisação, mas os atletas só aceitaram 30%”, comentou.

Na última quarta-feira (25), os jogadores de futebol das equipes brasileiras recusaram a nova proposta de redução salarial formulada pela Comissão Nacional de Clubes (CNC). Diante da oferta de ter os vencimentos mensais com desconto de 25% durante a paralisação causada pela pandemia do novo Coronavírus, os atletas rejeitaram a ideia e propõem que as conversas continuem nas semanas seguintes para se chegar a um acordo.

A resposta dos atletas foi encaminhada pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) ao porta-voz do CNC, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt. As equipes brasileiras das Série A, B, C e D têm realizado nos últimos dias conversas com os jogadores para tentar reduzir os gastos com os elencos durante a paralisação das competições.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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