Primeiro dia de ‘calamidade’ tem ruas vazias e pessoas tentando burlar proibição

s ruas do centro de Marília amanheceram vazias ontem, no primeiro dia de vigência do decreto municipal, que determina estado de calamidade pública e fecha por 15 dias o comércio, suspende o transporte público e mantém apenas serviços essenciais. O serviço de mototáxi não é autorizado a funcionar transportando passageiros mas vários mototaxistas estavam pegando passageiros normalmente ontem próximo ao terminal urbano.

Várias lojas da rua São Luiz colocaram cartazes para informar aos clientes que farão atendimento através de aplicativos de mensagens e outras plataformas online. Algumas pequenas lojas estavam abertas em ruas transversais a São Luiz, contrariando a determinação do decreto. A reportagem do Jornal da Manhã também constatou pela manhã pequenos bares no bairro Alto Cafezal, abertos e atendendo.

Pessoas que circulavam no centro demonstraram preocupação com a pandemia do Coronavirus e aprovam o decreto de estado de calamidade. Sielen Pereira André foi levar a irmã Emily de 11 anos ao dentista e disse estar preocupada com o vírus. “Estou preocupada, tenho um filho de dois anos e acho positivo que tenham decidido fechar tudo para ter menos pessoas nas ruas. Carrego álcool gel na bolsa e estamos tomando cuidado”, disse.

A atendente Maria Lúcia de Souza mora próximo ao centro da cidade e saiu de casa ontem apenas para buscar uma marmita. “Estou evitando sair sim, vou ficar todos esses dias dentro de casa e tomando todos os cuidados de higiene com as mãos e não ficar em lugar de aglomeração. Ficar recolhida mesmo, é importante agora”.

SEM PREOCUPAÇÃO

Mas há quem não entenda o perigo do Coronavírus, principalmente para grupos de risco como idosos. A aposentada Maria Célia Rodrigues, de 68 anos, foi ao camelódromo ontem de manhã e disse que não sabia do fechamento do comércio e do decreto de estado de calamidade. Ela é hipertensa e diabética e não demonstrou preocupação em fazer parte do grupo de risco ao Covid-19. “Não estou preocupada com o coronavírus, acho que não passa. Conheci médico pela primeira vez quando tinha 15 anos”, disse.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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