Príncipe Akishino levanta dúvidas sobre uso de fundos públicos para ritual envolvendo sucessão ao trono

O príncipe Akishino, o segundo filho do imperador Akihito, do Japão, levantou dúvidas sobre o uso de fundos públicos para um ritual, após a sucessão ao trono imperial no próximo ano.

O príncipe conversou com a imprensa na véspera de seu aniversário de 53 anos na sexta-feira. Ele será o primeiro na linha de sucessão após a ascensão de seu irmão, o príncipe herdeiro Naruhito, no dia 1º de maio de 2019.

Em referência ao ritual conhecido como “Daijosai”, que deve ser realizado em novembro do próximo ano, o príncipe Akishino manifestou dúvidas se era apropriado pagar o importante evento religioso com a verba do Estado.

Na cerimônia “Daijosai”, um novo imperador oferece arroz colhido recentemente a divindades, e ele mesmo o saboreia para rogar pelo bem-estar do país e do povo. Acredita-se que o ritual deve datar da época do imperador Tenmu, no final do século 7.

O príncipe Akishino disse que, após considerar as relações entre a família imperial e a Constituição, acha que o ritual deve ser desembolsado do orçamento dedicado à família imperial.

O governo alocou fundos públicos, destinados a despesas oficiais da família imperial, para cobrir os custos do ritual Daijosai anterior, no ano seguinte à ascensão do imperador Akihito ao trono em 1989. O governo explicou, naquela ocasião, que se tratava de uma cerimônia importante também para o Estado. Era a primeira vez que tal ritual foi realizado sob a Constituição pós-guerra, que determina a separação entre religião e Estado.

Com base neste fato, o governo já decidiu alocar fundos públicos para a realização do próximo ritual Daijosai. É muito difícil um membro da família imperial expressar uma opinião diferente daquela manifestada pelo governo japonês.

FONTE : NHK PORTUGUÊS 
  

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