Que venha a Copa

“No Brasil, o futebol e a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”, alguém já disse. Então como explicar a aparente falta de interesse da população pelo pontapé inicial de mais uma Copa? Somente o desenrolar dos jogos e o desempenho da seleção brasileira pode fazer com que o “espírito da Copa” renasça no torcedor verde-amarelo. É bem provável que isto aconteça.

Bastará uma vitória de Tite, um gol de Neymar ou um grito ufanista do Galvão para que o despertar aconteça. Logo, deixaremos de lado o preço da gasolina, os buracos da rua, a notícia de mais um escândalo de corrupção, para comemoramos uma vitória vestindo a surrada amarelinha. Com direito a fogos e buzinaço.

Henfil disse que o brasileiro não sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo. Uma coisa de cada vez. Não conseguimos chutar bola e lutar pela democracia ao mesmo tempo, comentou. Ou gritamos “Fora Temer ou Fora Tite”. Ou um ou outro. Conforme pesquisas, o cenário aponta que o treinador está muito melhor cotado. O outro não conseguiu montar um time confiável, bem longe disso.

Já o Adenor, mostrou competência em escalar os melhores. Poucas vezes a seleção esteve tão bem representada. A escolha por um ou outro menos selecionável ficou na conta da confiança do treinador. Sem mi-mi-mi. Para quem recebeu a seleção de Dunga, mais desacreditada do que o querido MAC, Tite elevou o patamar com louvor.

Somos, mais uma vez, favoritos. Juntos com a inimiga Alemanha, a renovada França, a metódica Espanha e os volúveis hermanos da Argentina. Bélgica, Uruguai e Inglaterra correm por fora. Não foge disso. Quem viver, verá. Que venha a Copa!

Luiz Cláudio Massa, para CONEXÃO MARÍLIA

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