Sánchez pede “grande acordo” para reativar economia da Espanha após pandemia

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, pediu neste domingo, após quatro semanas de isolamento no país, um grande acordo nacional para reativar a economia após a pandemia de Covid-19.

“Precisamos de um grande acordo para a reconstrução social e econômica do país”, afirmou o governante em pronunciamento televisionado no qual ressaltou que a Espanha enfrenta um desafio “imenso” devido aos efeitos econômicos da pandemia.

Sánchez declarou que o povo espanhol vive “a maior crise da nossa vida” e a maior ameaça “em um século”, razão pela qual insistiu que “a resposta deve ser unida” entre partidos políticos, regiões, grupos empresariais e sindicatos.

O político socialista pediu uma “redução da tensão política” por parte da oposição e adiantou que nesta semana convocará uma reunião com outros grupos políticos para tentar estabelecer as bases de um grande acordo nacional para a reconstrução.

O chefe do governo reconheceu que teve de tomar “decisões muito difíceis” diante de um vírus que causou um número de mortes “extraordinariamente elevado”, mas comentou que o país está imerso em uma “guerra total que envolve todos”.

De acordo com Sánchez, o governo garantirá a proteção e a segurança dos trabalhadores que voltarão ao trabalho nesta segunda-feira, após duas semanas de “hibernação” da atividade em alguns setores económicos não essenciais, como a construção.

O governo distribuirá até 10 milhões de máscaras entre os cidadãos, e Sánchez insistiu neste domingo que as pessoas que, devido à idade ou histórico médico, fazem parte do grupo de risco, não saiam para trabalhar.

Pedro Sánchez enfatizou que a abertura econômica parcial que começará nesta semana não significa uma redução das medidas de controle de mobilidade para evitar a propagação do vírus.

“O confinamento geral será a regra nas próximas duas semanas. Devemos evitar uma recaída”, disse o governante sobre a taxa de novas infecções, que atualmente estão aumentando a um ritmo de 3% por dia, chegando a 38% por dia nos piores casos.

FONTE : EFE BRASIL

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