Saúde alerta sobre indicações médicas para cirurgias bariátricas

Intervenção cirúrgica é apenas um dos recursos (geralmente o último) e exige preparação do paciente, adesão ao tratamento e perda de até 20% do peso inicial avaliado

A Secretaria Municipal da Saúde de Marília, por meio do Programa de Saúde do Adulto, divulgou informações sobre um importante serviço, que ainda gera muitas dúvidas na população. As cirurgias bariátricas, conforme o protocolo clínico, são utilizadas como último recurso para tratar a obesidade.

Conforme relata a enfermeira encarregada de Saúde do Adulto, Carolline Ramos Lima Matias, o município abriu recentemente 20 vagas para tratamento especializado no Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília).

“São vagas para adultos em horário diferente do atendimento que já é ofertado às crianças e adolescentes. Com essa atenção especializada, com equipe multiprofissional, estamos tendo um importante avanço nessa demanda”, disse a enfermeira.

Atualmente, explica Carolline, cerca de 60 pessoas têm indicação para cirurgias bariátricas em Marília. É importante que estes pacientes mantenham-se vinculados às respectivas unidades de saúde, observando as orientações da equipe multiprofissional.

“Segundo o protocolo de encaminhamento à cirurgia bariátrica, o tratamento cirúrgico é apenas parte do tratamento integral da obesidade, que é prioritariamente baseado na promoção da saúde e no cuidado clínico continuado”, disse a enfermeira responsável.

QUANDO FAZER A CIRURGIA?

O tratamento cirúrgico é indicado apenas em alguns casos. Trata-se apenas de uma ação, entre as diversas que fazem parte da “linha de cuidado das pessoas com sobrepeso e obesidade”.

Os critérios para encaminhamento à cirurgia variam de acordo com o IMC (Índice de Massa Corpórea), bem como a existência ou não de doenças. Em todos os casos há riscos cirúrgicos e exige a liberação pelo médico especialista.

O protocolo prevê indicação de bariátrica para quem tem IMC a partir de 40 kg/m², com ou sem doença previamente instalada. Também pode ser indicada após cumprir outros requisitos para pessoas com índice de massa corpórea a partir de 35 kg/m², mas somente em pacientes com comorbidades.

Alguns exemplos de comorbidades são doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono, doenças articulares degenerativas, entre outras.

“Para a unidade de saúde poder encaminhar estes pacientes há necessidade de perda de peso de 10 a 20% do peso inicial avaliado, além de acompanhamento por até dois anos com psicóloga, nutricionista, médico, podendo incluir outras especialidades”, explicou Carolline.

Ainda conforme o protocolo, todos estes profissionais necessitam anexar relatórios do acompanhamento, comprovando a perda de peso, constando o valor inicial e o peso atual, demonstrando ainda que o paciente fez as mudanças de hábitos/comportamento, encontrando-se apto para cirurgia, evitando expor o paciente ao risco de óbito.

“Há um compromisso para o atendimento dessa demanda, que envolve não apenas a secretaria municipal da Saúde, mas também os parceiros (serviço hospitalar) que realizam a cirurgia e o Estado (por meio da DRS IX – Diretoria Regional de Saúde), que atua na regulação das vagas”, afirmou Carolline

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