Seleção Olímpica enfrenta a Alemanha na abertura de Tóquio 2020

Chegou a hora da estreia! Nesta quinta-feira (22), Brasil e Alemanha se enfrentam pela primeira rodada do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Às 8h30 (horário de Brasília), no Estádio de Yokohama, a equipe de André Jardine entra em campo em busca de defender o ouro conquistado há cinco anos, no Rio de Janeiro, contra a própria Alemanha. A partida terá transmissão ao vivo da Rede Globo, do Sportv e da BandSports.

Brasil x Alemanha – Tóquio 2020


Data: 22 de julho (quarta-feira)

Horário: 8h30 (horário de Brasília)

Local: Estádio de Yokohama, Japão

Transmissão: Rede Globo, Sportv e BandSports

Reedição da última final olímpica, Brasil x Alemanha é um clássico com muita rivalidade na história do futebol. Jardine sabe bem disso. O jogo desta quinta-feira, por exemplo, será disputado no mesmo estádio em que as duas seleções fizeram a final da Copa do Mundo FIFA de 2002, vencida pelo Brasil.

Após fazer o reconhecimento do gramado no palco da partida, o técnico André Jardine falou sobre a grandiosidade do confronto:

“É um grande clássico mundial, uma partida que tem uma história maravilhosa e é uma honra para todos nós poder fazer parte dessa história. O principal é poder coroar uma abertura de Jogos Olímpicos para a gente com um jogo dessa magnitude. A gente fica realmente muito honrado”.

Memórias do Maracanã


Brasil campeão olímpico Rio 2016Diante de Alemanha, Seleção Brasileira conquistou seu primeiro ouro olímpico em 2016
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Este será o sexto confronto entre Brasil e Alemanha na história do torneio olímpico de futebol masculino. O equilíbrio entre as duas seleções se reflete até mesmo nos resultados, que apresentam ligeira vantagem para o Brasil. Em cinco jogos, foram três empates e uma vitória para cada lado.

No entanto, nas duas vezes em que o jogo terminou em igualdade e teve que ir para os pênaltis, a Seleção Brasileira levou a melhor nos pênaltis. Em 1988, em Seul, o triunfo classificou o Brasil para a final. Em 2016, na decisão, o Brasil garantiu a medalha de ouro inédita na marca da cal após empate por 1 a 1.

À época com 19 anos de idade, o meia Claudinho era apenas um torcedor da Seleção naquela final, mas lembra com detalhes do jogo.

“Naquela final, reuni minha família para assistir, estava muito nervoso, como todos os jogadores. Queria estar ali naquele momento em campo para ajudar de alguma forma, mas com muitos jogadores qualificados conseguimos ser campeão e fiquei muito feliz”, relembrou.

Perfil dos convocados


A convocação de André Jardine trouxe ao Japão uma equipe coesa e talentosa, com jogadores de diferentes ligas e clubes. Ao todo, 19 equipes cederam atletas à Seleção Brasileira, com destaque para Athletico Paranaense, Grêmio e Vasco da Gama, com dois jogadores cada. O futebol brasileiro, por sinal, é responsável por metade da lista de Jardine: 11 jogadores atuam em solo nacional.

Além do Brasileirão, há também representantes do futebol da Espanha, da França, da Holanda, da Rússia, da Inglaterra e da Alemanha. Os últimos dois, por sinal, são os países estrangeiros com mais atletas na Seleção Olímpica: três cada. Douglas Luiz, Gabriel Martinelli e Richarlison atuam na Premier League, enquanto Matheus Cunha, Paulinho e Reinier jogam na Bundesliga.

O jogador mais novo de todo o grupo é o meia Reinier, do Borussia Dortmund. Com apenas 19 anos, ele tem até mesmo idade para disputar os próximos Jogos Olímpicos, em 2024, sem precisar ser um dos atletas acima do limite.

Saiba mais sobre o grupo convocado por Jardine

Um capitão ‘garoto’


20/07 - Treino da Seleção Olímpica em Yokohama. Daniel AlvesDaniel Alves disputará a Olimpíada pela primeira vez em sua carreira
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Mais velho da Seleção Olímpica, aos 38 anos, Daniel Alves se prepara para mais um grande desafio em sua carreira. Um dos jogadores mais vitoriosos da história do futebol, o lateral foi uma aposta do técnico André Jardine para dar experiência e ser uma grande liderança do grupo. Além dele, o zagueiro Diego Carlos e o goleiro Santos foram os outros jogadores acima da idade limite de 24 anos convocados.

Em entrevista coletiva antes da partida, Dani falou sobre a experiência de, a essa altura da carreira, estar disputando uma competição pela primeira vez.

“Eu, como todo mundo conhece, sou uma pessoa que tem um espirito muito jovem. Então, independente da história que se tenha, a primeira vez é sempre muito especial. Estamos aqui em igualdade de experiência a grande maioria, porque nunca participamos de um evento tão gigantesco e tão importante como esse. Eu espero estar à altura, não só da competição, como também da minha Seleção”, enfatizou. 

O camisa 10


No grupo em Tóquio, um jogador pode fazer sua estreia pela Seleção Olímpica nesta partida contra a Alemanha: Richarlison. Presença constante na Seleção Principal desde o início do projeto olímpico, em 2019, o atacante se disponibilizou para integrar o grupo da Olimpíada e foi chamado por André Jardine.

Mesmo com a pouca idade, Richarlison já exerce uma liderança no grupo da Seleção Brasileira. Até porque é o único jogador, além do lateral Daniel Alves, a ter conquistado um título com a Seleção Principal. Com direito a gol na decisão, o Pombo foi campeão da Copa América, em 2019. Agora, ele se vai em busca de mais uma conquista com a Amarelinha: os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

20/07 - Treino da Seleção Olímpica em Yokohama. RicharlisonRicharlison, o camisa 10 da Seleção Brasileira
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Um artilheiro arretado e espião


Jogador com mais gols neste ciclo da Seleção Olímpica, Matheus Cunha é uma das esperanças do ataque brasileiro nos Jogos de Tóquio. Especialmente na partida desta quinta-feira, contra a Alemanha, o paraibano de João Pessoa pode ser uma arma decisiva para o Brasil.

No futebol alemão desde 2018, Cunha está familiarizado com o estilo de jogo do adversário e já enfrentou vários dos jogadores que estarão do outro lado do campo na estreia da Seleção Brasileira. O atacante é um dos atletas que estão no projeto olímpico desde seu início, no Torneio de Toulon, em 2019.

Artilheiro da Seleção no Pré-Olímpico Sul-Americano, no início de 2020, Matheus Cunha soma 18 gols pela equipe. No último jogo preparatório antes da Olimpíada, o atacante do Hertha Berlim balançou a rede duas vezes contra os Emirados Árabes Unidos.

De olho nos adversários


Comandada pelo ex-atacante Stefan Kuntz, a Alemanha traz um time com alguns dos destaques recentes da Bundesliga. Os três atletas com idade acima do limite atuam no Campeonato Alemão e jogam do meio para frente. O mais novo deles é Nadiem Amiri, de 24 anos, meia-atacante do Bayer Leverkusen, onde é companheiro do brasileiro Paulinho.

Mais atrás, Maximilian Arnold, do Wolfsburg, promete ser a peça de equilíbrio do meio de campo alemão, com marcação e saída de jogo. Completando a lista, Kuntz escolheu um veterano para comandar o ataque da Alemanha. Atualmente no Union Berlin, Max Kruse tem mais de uma década de gols e regularidade em diferentes clubes do futebol alemão.

Outros dois adversários da Seleção Brasileira, no Grupo D, Arábia Saudita e Costa do Marfim também entram em campo nesta quinta-feira (22). O confronto entre as duas seleções será mais cedo, às 5h30 (horário de Brasília), no mesmo Estádio de Yokohama que, momentos depois, recebe Brasil e Alemanha.

19/07 - Treino da Seleção Olímpica em Yokohama. Matheus CunhaMatheus Cunha, artilheiro da Seleção Olímpica e um dos destaques do futebol alemão
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

FONTE:CBF

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