Sindimmar taxa Daniel Alonso de carrasco e inimigo dos servidores

Presidente do Sindimmar, José Paulino, relata que servidores estão trabalhando com máscaras de qualidade duvidosa, sem EPIs (Equipamento de Proteção Individual) adequado e cumprindo jornada irregular

José Paulino, presidente do Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Marília) denuncia a precarização do trabalho nos diferentes setores da Prefeitura de Marília, a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), irregularidades na jornada de alguns trabalhadores em plena pandemia e vários problemas.

Para o líder sindical, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) está agindo como um carrasco dos trabalhadores, adotando medidas que prejudicam a carreira dos servidores e que podem trazer inclusive complicações à saúde, como a contaminação pelo novo coronavírus. “Em visita aos vários departamentos do município eu me deparei com uma série de problemas.

Em um posto de saúde, a servidora que me atendeu estava usando uma máscara que não protege nada. Ela é tão fina, que dá para ver a boca dela”, relatou.

Paulino apontou ainda que, em outro local, os trabalhadores estão trabalhando com EPIs inadequados. “Sem luvas ou calçado próprios para o exercício da atividade, funcionários que atuam no cemitério de Padre

Nóbrega estão expostos a outras doenças, além da Covid-19”, denunciou.

Conforme o relato, alguns servidores estão trabalhando em jornadas extenuantes, porque o isolamento exigiu o afastamento de colegas e o serviço sobrou todo para apenas um funcionário. “Como é possível o funcionário trabalhar com sobrecarga na jornada de trabalho, sem qualquer respeito ao seu horário de descanso”, questiona.

Paulino afirmou que diante da falta de equipamentos de proteção individual, procurou levar o problema para o setor que é responsável por garantir a segurança do trabalhador no exercício da sua função. Mas, para surpresa do sindicalista, encontrou apenas um técnico em segurança do trabalho e uma total falta de estrutura.

“É bom que se diga que essa situação não é recente. Quando assumimos o sindicato já encontramos esse problema. Falamos com o secretário de administração à época, Cássio Luiz Pinto Júnior (que hoje está na Saúde) e ele prometeu uma solução. Mas isso não veio até hoje”, apontou Paulino.

O Sindimmar identificou que os técnicos em segurança do trabalho (na época haviam quatro) não dispunham de carro para fazer visitas, equipamentos para medir o barulho ou grau de contaminação e muitos outros itens que são essenciais para garantir a saúde do trabalhador.

“Por tudo isso, consideramos o prefeito Daniel Alonso um carrasco e inimigo do trabalhador. Ele foi eleito prometendo cuidar dos servidores, para que nós pudéssemos cuidar da cidade. Nós continuamos cuidando da cidade, da maneira que é possível e ele não está cuidando de nós. Ele mentiu para todos os servidores”, desabafou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *